Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Ser jogador é o sonho de muitas crianças e jovens de todo o Brasil. No município de Imbuia, no Alto Vale, Lucas Capistrano Scheffer, de 19 anos, está finalmente conseguindo realizar. Após muitos anos treinando em vários times, ele fechou contrato com o Minas Tênis Clube, em Minas Gerais, e poderá, finalmente, disputar uma liga nacional no futsal.

Lucas iniciou a carreira aos oito anos de idade, de forma amadora, disputando pequenos campeonatos locais. O tempo foi passando e seu nome foi ficando conhecido no meio esportivo e em razão da experiência foi passando por diversas equipes da região.

“Tive início na carreira em Imbuia mesmo, aos 8 anos, no campeonato sub-9 da Copa Cebolão. Também joguei com Aurora, Rio do Sul e Ituporanga alguns campeonatos e foi no sub-15, no estadual com Ituporanga que as coisas começaram a dar certo, que comecei a me destacar”, revela.

O jogador conta que depois de ter conseguido bons resultados no estadual recebeu duas propostas dentro de Santa Catarina e que teve que escolher uma, onde ficou um ano. Mas a outra equipe continuou procurando e no ano seguinte ele aceitou.

“Naquele ano tive proposta de ir para Criciúma e Jaraguá do Sul, passei um ano em Jaraguá e em 2019, Criciúma fez outra proposta e acabei aceitando. Passei três anos muito importantes, tanto como atleta quanto como pessoa. Tive muitos aprendizados e ano passado consegui ser capitão do time e a gente conseguiu ganhar os Joguinhos Abertos. Foi muito importante”, avalia.

De conquista em conquista, o jovem que saiu de Imbuia em busca de um sonho, conseguiu chegar mais longe e chamou a atenção de equipes de renome nacional.

“Surgiu a oportunidade de renovar com Criciúma para essa temporada para ir para o Sub-20 do Pato ou me apresentar no Minas Futsal como adulto já. Foi uma decisão difícil deixar Criciúma, mas acabei conversando com a família e optei por vir a Belo Horizonte integrar o projeto do Minas Futsal. Estou aqui faz duas semanas, muito feliz com o que foi apresentado, feliz por ter uma carteira assinada como jogador que é o que eu sempre quis, o sonho de todo jogador e esse ano estou realizando. Estou motivado por ter a oportunidade de jogar uma liga nacional que eu sempre sonhei e se Deus quiser vou fazer um ano bom de muitas conquistas”, completa.

Questionado sobre o motivo de ter escolhido o futsal ao futebol de campo, ele diz que quando criança foi incentivado na modalidade e que foi aprendendo a gostar aos poucos. Hoje, apesar de já ter tentado o outro caminho, ele prefere o futsal.

“A escolha do futsal foi porque é o que é incentivado para a maioria das crianças na nossa região, então, os maiores torneios enchem ginásios e a gente começa a pegar gosto por isso. Já tentei campo e tudo, minha família e amigos queriam, mas escolhi o futsal. Foi onde fiz os maiores amigos e tenho um carinho especial por essas pessoas”, acrescenta.

Sobre o apoio da família, ele afirma que todos torcem pelo sucesso dele e que apesar da distância, estão sempre muito presentes. “A minha família vive isso comigo no dia a dia, a saudade, a distância esses anos todos, a pressão, mas o melhor de tudo é poder dividir com eles as minhas vitórias”, finaliza.