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Foto: Arquivo DAV

Reportagem: Cláudia Pletsch/DAV

No início do ano passado o Governo do Estado anunciou um reforço de 96 servidores para o Instituto Geral de Perícias (IGP) em todo o Estado. Rio do Sul, deveria receber dois profissionais para recompor o efetivo, mas apenas um um perito criminal ambiental foi encaminhado, o que dificulta o atendimento de toda a demanda do Alto Vale. Já no Instituto Médico Legal (IML), a situação não é diferente. A falta de servidores é um problema antigo já que são apenas dois profissionais para fazer o recolhimento de corpos em 29 cidades da região.

A perita criminal do IML de Rio do Sul, Caroline Arnas Felício de Freitas explica que os dois auxiliares de médico legal que trabalham no município fazem um revezamento para dar conta do serviço, e a preocupação é com um dos trabalhadores que deve deixar o IML em março do próximo ano. Caso não seja encaminhado um servidor substituto para Rio do Sul, o IGP de Blumenau é quem fará o recolhimento dos corpos. “O nosso problema hoje em dia é o setor de Medicina Legal, a gente não tem servidor suficiente para buscar corpos. Temos dois trabalhadores hoje em dia, um é um servidor de carreira e o outro é de processo seletivo e o contrato dele acaba em março de 2021. Esse servidor saindo a gente vai ficar somente com a servidora de carreira, uma pessoa para recolher corpos de 29 municípios. Atualmente os dois trabalhadores fazem um revezamento, cada um trabalha sete dias por semana seguidos, mas quando esse servidor sair os sete dias que ele trabalhava quem vai ter que recolher é o IGP de Blumenau que tem muitas chamadas 24 horas por dia, então nossa preocupação é com o tempo que vai levar para fazer isso”, relata.

O IML faz o recolhimento de corpos vítimas de morte violenta ou com vestígios de crime de toda a região e Caroline explica que seriam necessários no mínimo três auxiliares de médico legal para não sobrecarregar os trabalhadores. “É um trabalho muito desgastante e é impossível a única servidora fazer sozinha o mês inteiro tanto que na última vez em que um deles tirou 15 dias de férias quem teve que atender foi uma pessoa sozinha, mas ela não deu conta e o IML de Blumenau teve que ir fazer o recolhimento”, esclarece.

No IGP Caroline conta que a vinda do perito criminal especialista em crimes ambientais no final de 2019 trouxe alívio ao setor que demandava muito serviço.

Procurada pela reportagem a assessoria de comunicação do IGP alegou que o órgão tem buscado com o Governo do Estado, a abertura de novas vagas para a carreira de auxiliares de medicina legal com o intuito de amenizar o déficit de auxiliares para a cobertura do Estado. “No início de 2019, foram chamados 14 auxiliares de medicina legal em caráter temporário, por conta de um processo seletivo realizado em 2017/2018. Esses candidatos ficarão no IGP até 2021, porque esse contrato é de dois anos. Assim como Rio do Sul, outras cidades e regiões necessitam desses profissionais que trabalham diariamente para que a justiça seja feita”.

Ainda não existem informações sobre novo processo seletivo para contratação de servidores para o próximo ano.