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Foto: Helerna Marquardt/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

A partir de hoje (20) Rio do Sul já conta com um Mercado Público Municipal, que fica na entrada do Parque Harry Hobus, no bairro Canoas e vai substituir as tradicionais feiras livres que aconteciam na Praça Ermenbergo Pellizzetti e em frente ao estádio Alfredo João Krieck. O primeiro dia de funcionamento foi um sucesso de público e a estrutura agradou feirantes e clientes.

Em razão do Decreto municipal que proíbe eventos, não houve solenidade, mas o mercado foi aberto às 7h30 e o atendimento segue até 18h. A estrutura vai abrir sempre nas quartas, quintas e sextas-feiras até às 18h, aos sábados somente até 13h.

O feirante Rudibert Wagenkncht, é um dos que está comercializando produtos como queijo e salame no Mercado Público. Ele lembra que começou a fazer feiras em abril de 1973 quando a venda era feita próximo a catedral e diz que está contente com o novo espaço. “Já passei por cinco lugares e até então estava em frente ao Estádio e agora aqui está ótima a estrutura”, disse

Outro feirante é Edelberto Voss. Ele vende verduras, frutas, geleias e outros produtos coloniais como nata e queijinho. “Se fosse para dar uma nota seria 110, estou bem contente. Agora só estamos esperando os clientes para virem conhecer”, afirmou.

Além da infraestrutura completa com box, banheiros e estacionamento, uma das principais novidades é que agora os clientes contam com carrinhos de feira para serem utilizados no local e fazerem as compras com mais comodidade e um funcionário da prefeitura faz a higienização a cada uso.

De acordo com Ramires Cimardi, diretor executivo de Agropecuária, a intenção ainda é abrir o local todos os dias da semana, mas no momento ainda não há feirantes suficientes para ocupar a quantidade mínima dos box. “A gente fez algumas regras para funcionamento do mercado, por exemplo, se quiser abrir um grupo nas terças, é preciso que pelo menos 50% dos box estejam ocupados”, explicou.

O aposentado Ghilhermino Antonio Telles foi um dos clientes do primeiro dia. Ele conta que a família dele compra produtos da feira todas as semanas e acredita que nos primeiros dias os feirantes terão queda nas vendas pela mudança, mas logo o movimento será ainda maior que antes. “Ali na pracinha passava muita gente a pé, que estava circulando pelo Centro. Agora ficou mais longe para quem não tem carro. No começo o movimento deve dar uma cída, mas logo vai engrenar porque ficou ótimo”, opina.

Com a inauguração as feiras só poderão acontecer no novo mercado público, a decisão foi por determinação do próprio Ministério Público.