Alto Vale
Foto: Ivanio Carlos de Medeiros

Reportagem: Cláudia Petsch/DAV

A Escola de Educação Básica Cecilia Bertha Hildegard Cardoso, na localidade de Salto Pilão em Lontras já foi motivo de muita disputa judicial, isso porque no ano passado o Estado se tornou réu em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pedindo a reforma urgente do prédio onde estudam cerca de 130 alunos. Depois de um ano de atraso, as obras finalmente tiveram início e devem ser concluídas em 10 meses.

O MPSC pediu a reforma urgente do local após a constatação de que o prédio apresentava diversas irregularidades, como paredes com rachaduras, goteiras, banheiros danificados e interditados para uso, paredes afetadas pela umidade e calhas rachadas, oferecendo riscos aos alunos e trabalhadores. Além disso, em 2016 um relatório de indeferimento de vistoria e funcionamento elaborado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Santa Catarina constatou que a unidade escolar não possuía nem mesmo um sistema preventivo contra incêndio, além de não ter apresentado vistoria de funcionamento e Habite-se, documentos exigidos por lei, e que funcionava em total desacordo com as normas de segurança.

A obra no valor de R$ 2,4 milhões deve garantir mais qualidade na educação de acordo com o diretor da escola, Ivanio Carlos de Medeiros. “A sensação é de realização, foi uma obra esperada, foi uma obra brigada, buscada, então todo o corpo docente e o corpo discente também, os alunos tinham essa expectativa, todos os profissionais que trabalham na escola esperavam muito pois para quem trabalhava em um lugar onde tinha goteira, porta ruim, instalação elétrica ruim vai ser uma grande melhora. Agora vai sobrar só as paredes e vamos ter uma escola praticamente nova, então a sensação é de alegria por isso”, relata.

Ainda de acordo com o diretor o prazo para término informado para o corpo docente foi de no máximo 10 meses. “O projeto descreve o prazo em torno de 10 meses para conclusão, e segundo o dono da empreiteira ele pretende terminar ela um pouco antes do prazo, mas seria em torno de 10 meses”, revela.

Outro grande anseio dos alunos e professores é com relação ao ginásio, que segundo o diretor há mais de 10 anos está inacabado e não podia ser utilizado pelos alunos. Agora o Governo do Estado promete reformar a quadra e proporcionar mais qualidade na prática do esporte. “O ginásio estava inacabado há cerca de 10 anos já, então os alunos olhavam para aquelas ruínas com o desejo de ter uma quadra para jogar, para suas práticas de educação física e isso vai ser possível agora. Alunos que entraram com a gente do primeiro ao nono ano não puderam desfrutar disso. Então esse benefício não será somente para os alunos que estão na escola agora, mas também para as futuras gerações e para aquela comunidade é uma obra muito importante”, disse o diretor.