Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Se é que existe uma palavra para descrever um colecionador, essa palavra é amor. Pessoas apaixonadas por guardar objetos dos mais variados tipos. Em Ituporanga, um morador chama atenção por juntar em sua casa há 30 anos quase quatro mil latas diferentes.

O professor, Netto Paes, conta que na época em que começou era normal as pessoas colecionarem vários objetos como chaveiros, moedas, carrinhos e foi no ano de 1992 que surgiu a ideia das latas. Em pouco tempo a coleção foi crescendo e tomando o espaço das prateleiras e armários, que ficaram pequenos para as latas.

O tempo foi passando e alguns amigos e familiares que também colecionavam resolveram se desfazer e Netto aproveitou para aumentar a coleção, que ficou conhecida entre as pessoas próximas dele.

“Minha coleção ficou famosa entre os familiares, que me enviavam latas diferentes sempre que encontravam. Uma vez recebi uma caixa com 15 latas diferentes vinda direto da Inglaterra, de uma irmã do meu tio. O espaço que foi ocupando era muito grande, então quando meus pais construíram a casa nova e nos mudamos, acabei guardando a coleção em caixas. Nos anos 2000 a coleção ficou guardada por um tempo, já não juntava as latas com tanta intensidade”, comenta.

O tempo foi passando, ele saiu da cidade para estudar, mas sempre que via uma lata diferente acabava comprando. Em 2016, já morando em sua própria casa, buscou a coleção na casa de sua mãe e começou a catalogar as peças.
“cataloguei minhas relíquias, na oportunidade eram 2.800 latas. Desde então comecei a juntar as latas novamente, nesse período são quase 1000 modelos novos que se juntaram a coleção. Estudo agora a construção de um espaço para expor, já recebi proposta de venda, mas não me desfaço”, revela.

Segundo Netto, a família continua ajudando na coleção e sempre guarda uma lata ou outra.
“Hoje meus primos e parentes sempre tem uma ou outra lata guardada para mim. Pretendo deixar essa “herança” aos meus filhos. A minha filha, já vai na onda, sempre pergunta se eu já tenho quando vê alguma latinha”.

As latas são dos mais variados modelos, de suco, refrigerante, cerveja, modelos de promoções ou eventos que já aconteceram.
“É um vício bom, uma paixão, difícil viajar, ir ao mercado, e não vir com modelos diferentes. Sou orgulhoso pelos modelos clássicos, e latas ‘difíceis’, entre elas de promoções e eventos que aconteciam no país, como a vinda de Michael Jackson, que a Pepsi patrocinou, as promoções das copas de 1994 e 1998, Olimpíadas, festas como Barretos e Oktoberfest de Blumenau e Itapiranga no Oeste do estado, as latas importadas”, explica.

Ele conta ainda que as mais antigas da coleção não são as mais antigas. “As latas, no Brasil, começaram a ser comercializadas nos anos 1970, mas acredito que o modelo mais antigo é uma de guaraná da Skol que ganhei e é mais ou menos dessa época. Também achei lá na gruta Nossa Senhora de Lourdes, um modelo de coca Light de ferro, que é bem antiga”, completa o professor.