Alto Vale
Foto: Divulgação

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

O projeto Cristo Kids faz parte do Ministério Cristo Jesus e ensina aos pequenos valores básicos. Ativos desde 2015, o grupo com professores/personagens leva ensinamentos bíblicos de forma leve e descontraída para envolver crianças de várias idades. O objetivo é fazer com que elas entendam como agir no dia a dia, diante de diversas situações. Com a pandemia, eles precisaram repensar a abordagem e levaram os personagens para gravações de vídeos com histórias e aplicações.

De acordo com uma das coordenadoras do projeto, Laís Fernanda Finardi, o grupo não prega religião, somente o que está escrito na Bíblia e foi pensado para que os pequenos entendam desde pequenos princípios básicos para enfrentar o dia a dia. Ela conta que o Ministério Cristo Jesus sempre teve um olhar especial em relação às crianças. “Hoje a gente consegue perceber escancaradamente o ataque que está sobre as crianças e elas aprendem e gravam tudo. O nosso olhar é para elas”, destaca.

Para atrair a atenção, eles sentiram a necessidade de entrar no mundo infantil e foram adaptando espaços e linguagem. “A gente sentiu a necessidade de entrar no mundo delas, usar uma linguagem diferenciada.  Criança é lúdica, visual e nós ensinamos de uma forma simples, lúdica para que elas possam aplicar o conhecimento no dia a dia”, conta.

Hoje a equipe conta com 10 professores, aproximadamente, mas antes da pandemia esse número era mais alto e passava de 20. De acordo com Laís, as professores passam por uma capacitação em várias etapas até estarem aptas e vários aspectos são observados. “São pessoas cristãs, que caminham com a gente, pessoas que a gente conhece o coração”.

Por conta da pandemia, a forma de abordar as crianças também foi repensada para que todos tivessem segurança. Então, começaram a ser gravados vídeos, episódios de histórias bíblicas e situações de aplicação. “A gente precisou se reinventar e começamos a fazer os personagens e fazer vídeos. A gente cria uma história com princípio bíblico, mensagem curta e trazemos o lúdico para que as crianças entendam questões de honra, respeito, temor a Deus, coisas que elas vão levar para toda uma vida.”, ressalta.

São diversos personagens e fantoches. “Uma boneca de pano chamada Lali, a Martinha, dona da boneca que vai na onda dos amigos na escola e faz bullyng, aí a boneca a chama de volta para o caminho e explica que bullyng é feio.Tio Douglas e a tia Jana, que são líderes do trabalho. O Pedrão que é um cientista e que tem uma máquina do tempo, onde dentro das ministrações, eles entram na máquina e viajam em uma história bíblica que traz entendimento para os dias de hoje, e isso é muito legal. A gente trabalha nesse sentido de produzir, preparar e fortalecer as nossas crianças”, acrescenta.

Não se sabe exatamente o total de crianças que frequentam ou assistem aos vídeos, mas de forma assídua são cerca de 40. Funciona da seguinte forma. Elas participam no culto dos adultos e depois são levadas para um outro ambiente, a casa Cristo Kids, uma espécie de Ministério das crianças, onde as salas são climatizadas e todo o ambiente é adaptado de acordo com as idades de cada turma.

“Trabalhamos de várias formas, tanto dentro quanto fora do Ministério. As crianças estão sendo abusadas todos os dias. Abuso é tudo o que a criança vê e que não está preparada ainda, aquilo que é prematuro. Então elas têm sido alvo e nós acreditamos que elas são a próxima geração e precisam ser muito bem assessoradas”

Convites para apresentações em outros locais

Laís comenta que o grupo passou a receber convites, antes da pandemia, para fazer os trabalhos dentro de Centros Educacionais e até no Centro da cidade e conta que abordam diversos temas que são importantes na formação da criança, para que ela saiba como se defender e se livrar de situações de perigo. Além disso, os pais também são instigados a prestarem mais atenção nos filhos.

“Nós começamos a receber convites para fazer esse trabalho em jardins, porque falamos muito sobre obediência, sobre proteção para que eles saibam como se defender de abuso sexual, tudo em uma linguagem leve para que eles entendam, mas bem dentro do que eles podem ouvir. A gente ministra isso também na vida dos pais para eles terem um olhar bem apurado para os filhos porque a gente lida com muitas pessoas e se for olhar o índice é muito alto de pessoas abusadas na infância. Recebemos o convite para fazer isso também no Centro da cidade para fazer esse trabalho evangelístico onde procuramos cativar o olhar da criança, mostrando para ela o amor de Jesus, de uma forma bíblica sem pregar placa de igreja”, comenta.

Para Laís, um dos maiores problemas se encontra na ausência de atenção com as crianças. Ela afirma que o problema de toda uma geração é a falta de paternidade e que algumas pessoas precisam entender os filhos estão sendo educados pela internet. “Os pais trabalham para dar o que eles precisam e não dão o seu tempo, que é o mais precioso. Um filho não lembra de um presente que recebeu, mas lembra de momentos que passaram juntos.”, finaliza.