Alto Vale

Cumprindo seu segundo mandato na Câmara Municipal de Agronômica e o primeiro como presidente da casa de leis, Ivo Testoni (PR) comanda os trabalhos com projetos que vem envolvendo a cidade toda. Essa semana, ele falou ao Diário do Alto Vale sobre algumas ações que têm como foco atender as comunidades, engajar os jovens na política, o direito à naturalidade dos munícipes, recadastramento dos eleitores e sessões com plenário cheio.

A Câmara Itinerante é uma das prioridades do presidente, que agora visitará diversas localidades para buscar o contato com as necessidades e particularidades de cada canto de Agronômica. “Fizemos um escalonamento para que todas as comunidades recebam a nossa sessão itinerante uma vez por mês, sempre na última quinta-feira. O objetivo é ouvir as ideias e solicitações, pois muitas vezes eles não têm a oportunidade de se manifestar, inclusive para alertar a população sobre o que o Executivo pode ou não fazer”, explicou o vereador.

Testoni também instituirá o Parlamento Jovem, um projeto que permite que jovens de 12 a 16 anos possam experimentar as atribuições de um vereador. “Temos justamente a intenção de lhes despertar a política, muito desacreditada hoje. Observamos que não há interesse do jovem pela política e o nosso Brasil depende deles, de formarmos jovens voltados à honestidade, pois deve haver renovação”, afirmou o presidente da Câmara.

Segundo Testoni, outro fato observado no pleito eleitoral de 2016 pelos candidatos a vereança de Agronômica, foi a questão de eleitores de outros municípios que têm como domicílio eleitoral a cidade, o que prejudica o resultado nas urnas e o acompanhamento dos eleitores. “Nós temos a convicção que mais de 600 eleitores que votam aqui não moram em Agronômica. A justiça eleitoral precisa enxergar este fato e aprovar o recadastramento, pois se você considerar que um vereador se elege com 180 votos aqui, essa população pode eleger três vereadores”, argumentou o presidente.

Em contrapartida, o município convive com um problema que se arrasta por mais de 40 anos: a naturalidade de seus filhos. Por não possuir maternidade na cidade, as gestantes buscam outros locais para realizarem o parto de seus bebês. A questão é que conforme a Lei 6015/73, norma sobre o registro público, as crianças não podem ser registradas como naturais de Agronômica.

Ivo fala que este é um problema da grande maioria dos municípios brasileiros e do Alto Vale, mas que existe um projeto de lei no Senado para mudar este quadro. Ele conta que defendeu a proposta junto à União de Câmaras e Vereadores do Alto Vale do Itajaí (Ucavi) e à União dos Vereadores do Estado de Santa Catarina (Uvesc), recebendo grande apoio dos demais legisladores. “Vamos defender esta posição também em Brasília, na marcha dos vereadores em abril”, pontuou.

Airton Ramos