Variedades

É impossível falar de Hebe Camargo sem lembrar seu sorriso sempre largo, os selinhos que dava em seus convidados ou suas expressões mais famosas, como “gracinha” e “linda de viver”. Agora, os fãs poderão entender melhor a história da eterna rainha da TV graças à recém-lançada “Hebe – A Biografia” (R$ 34,90, 274 págs., ed. Best Seller), escrita pelo jornalista Artur Xexéo.

“Ela nunca quis ter uma biografia lançada em vida. Por incrível que pareça, achava que ninguém se interessaria por sua história”, conta Claudio Pessuti, sobrinho da loira, que morreu aos 83 anos, em setembro de 2012, após travar uma batalha contra o câncer.

Xexéo, por sua vez, sempre teve interesse pela história de Hebe. “Abracei o projeto como se fosse meu. O universo dela me interessa, a personagem me interessa. Achei que contar a história de Hebe seria uma boa maneira de contar também a história da televisão.”

Claudio completa: “Ela só ficou fora do ar dois anos desde que começou. Não dá para falar de uma sem falar da outra”. Para os fãs de Hebe, o livro é um prato cheio. Há, por exemplo, um detalhado esboço de sua carreira como cantora, listando todas as músicas que já interpretou. “Debrucei-me sobre a carreira de cantora exatamente por perceber que é uma parte menos conhecida da trajetória da Hebe”, conta Xexéo. “Foi também uma forma de homenageá-la. Hebe era frustrada por não ter sido reconhecida como a cantora que queria ser. O livro a trata como a ótima cantora que foi. Escrevi ouvindo seus discos, e cada um foi uma descoberta.”

Com sólida carreira na televisão, Hebe tinha vida pessoal agitada. Estão no livro todos os seus romances: do namorado de adolescência (que de tanto presenteá-la, criou nela o gosto por rosas vermelhas), aos namoros com um herdeiro dos Matarazzos e dois casamentos.

O autor diz que teve dificuldade para decidir o que ficaria de fora. O flerte com o empresário Ciro Batelli, nos últimos anos de vida, não é citado. “Será que o encontro com Ciro merecia o mesmo destaque dos outros? Houve também um namoro com Rolando Boldrin. Mereceria entrar? Ao escrever, achei que não.”