Alto Vale

Uma jovem que mora no interior de Trombudo Central, sofre com uma doença rara de pele e precisa de ajuda para adquirir produtos, medicamentos e até mesmo alimentos, pois além da doença, a filha sofre com intolerância à lactose.

Daiane Dutra Nogueira tem 25 anos e possui a doença chamada Ictiose Lamelar Grau 3, conhecida popularmente como “Doença Escama de Peixe”, desde que nasceu. A doença é caracterizada pelo intenso ressecamento e descamação da pele, especialmente na região do tronco, mãos, pernas e pés. Daiane contou que causa escamação na pele, como se fossem mesmo escamas de peixe ou a troca de pele de alguns animais, como cobras, e que este processo causa bastante dor.

“Sempre vai saindo e voltando e causa bastante inchaço, principalmente nas mãos e nos pés, onde também dá bastante feridas e rachaduras bem fundas”.

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Daiane não consegue trabalhar por conta dos ferimentos na pele, o que dificulta ainda mais a situação da família.

“Não posso trabalhar de jeito nenhum, até mesmo lavar a roupa, por exemplo, eu não consigo, para fazer os afazeres de casa é difícil, meu marido sempre ajuda, mas só consigo fazer quando meus pés e minhas mãos estão boas, sem rachaduras e sem feridas”.

Por esse motivo, a família precisa de doações e da ajuda da comunidade, por exemplo quanto à doença, Daiane explicou que não tem cura, mas pode ser controlada com tratamento dermatológico, mas que por falta de dinheiro, está com dificuldade para conseguir fazer.

“Eu sempre faço consulta a cada três meses e pego requisição do médico para poder tomar remédio, mas como agora estou sem condições financeiras, eu não tenho dinheiro para poder pagar a consulta. Eu preciso tomar o comprimido que se chama Neotigason, que eu ganho pelo Governo, mas para isso preciso da consulta para pegar a requisição. O remédio ajuda a amenizar o problema em cerca de 70%”.

Além da consulta e deste medicamento, Daiane precisa usar outros, que também não tem condições de comprar e pede a solidariedade das pessoas para receber ajuda.

“Preciso de Óleo de Girassol, uma pomadinha que eu passo no olho que se chama Regencel, o colírio Lacrima, pomada que uso para feridas como a Neomicina. Eu uso muito estes medicamentos e se as pessoas quiserem me ajudar com a doação destes produtos eu agradeço muito”.

Ainda sobre a questão financeira, para fugir do aluguel, Daiane, o marido e a filha, foram morar em uma antiga estufa de fumo, que fica no terreno do pai de Daiane, no interior de Trombudo Central.

A família aceita também doações de materiais para a construção de um banheiro e lavação.

“Aqui onde estamos morando, fizemos três cômodos, a sala e cozinha, um quarto de casal e um quartinho bem pequeno onde só cabe o guarda-roupa. As pessoas estão se mobilizando para conseguir arrecadar materiais como areia, tijolo e cimento, para fazer um banheiro e uma lavação, então aceitamos isso de doação também”.

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Além disso, a família precisa fazer a construção de um poço artesiano, pois são mais três residências no terreno e o poço existente não consegue abastecer mais uma casa.

A filha do casal, que hoje tem um ano e seis meses, possui intolerância à lactose, que foi descoberta quando a criança tinha três meses, e Daiane também precisa de alimentos especiais para que a menina possa se alimentar.

“No começo eu até pensei que era refluxo, porque ela vomitava muito, aí por conta de exames eu fui descobrir que era intolerância a lactose genética. Alguns alimentos como iogurte, algumas bolachas, eu estou conseguindo dar para ela comer, sem dar reação. Mas é pouca coisa, o resto é tudo sem lactose”, comentou.

Daiane disse que aceita todo tipo de doação, em especial à filha que precisa de cuidados especiais na alimentação.

“De todas as formas que puderem me ajudar eu aceito, seja em alimentos, principalmente para minha menina que tem intolerância à lactose, ou coisas para ela como roupas, sapatinhos tamanho 2, roupas para mim, porque por causa do uso do Óleo de Girassol na minha pele, acaba estragando muito as roupas. Enfim, qualquer tipo de doação eu agradeço muito e com certeza será bem-vinda”.

Ela comentou ainda que precisa de algumas coisas para a casa, como por exemplo colchão de casal e um de solteiro para berço grande e agradeceu à todas as pessoas que já ajudaram e também à Karina Almeida, de Pouso Redondo, que já conseguiu mobilizar bastante pessoas e já entregou muita doação.

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Como as doações podem ser feitas

Daiane mora na Estrada Geral Palhocinha, que fica próximo ao Pesque e Pague Venturi em Trombudo Central. As doações podem ser entregues na própria residência da família e se for em dinheiro, podem ser depositadas através da Conta do Banco do Brasil nº 13764-2, Agência 3694-3, favorecida Daiane Dutra Nogueira.

Para as pessoas que moram próximo à Pouso Redondo e que queiram ajudar, Karina Almeida que mora na cidade e está ajudando Daiane, disse que está recebendo a doação dos produtos e alimentos na própria casa, que fica próximo ao Frigorífico Verdi, no Centro da cidade.
Para mais informações sobre os produtos para doações e dificuldade em encontrar o endereço, Daiane disponibilizou o número de celular, que também tem o aplicativo WhatsApp para sanar as dúvidas: (47) 99756-0232.

Elisiane Maciel