Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

O juiz da 38ª Zona Eleitoral de Itaiópolis, Gilmar Nicolau Lang, julgou improcedente outra denúncia contra a chapa eleita em Santa Terezinha. Os autores da denúncia, coligação “Santa Terezinha mais forte do que nunca” alegam que o vice-prefeito Israel Olegario de Souza Moreira, que também é médico, teria feito consultas abaixo do valor cobrado por outros médicos, emitido receitas durante a campanha eleitoral e até entregado medicamentos e oferecido exames com suposta finalidade de compra de votos.

Na ação de investigação judicial eleitoral, a oposição aponta vários pacientes que teriam sido atendidos por Israel e alegam que o prefeito Genir Antonio Junckes teria presenciado algumas dessas situações. Para eles os atendimentos teriam sido feitos “à margem da lei”, visto que o Município dispõe de profissionais para fazer os atendimentos e emitir receitas. A parte autora ainda pediu com urgência, em meados de dezembro do ano passado a suspensão da diplomação da chapa eleita, mas a solicitação foi negada.

Em janeiro desse ano, Israel esteve internado por complicações da covid-19 e Genir pediu que a contestação fosse feita apenas quando Israel fosse citado. Quando obteve alta médica, eles alegaram que o médico atendia em consultório particular, não possuindo impedimento do exercício da profissão durante a campanha e que ele fez a desincompatibilização dos serviços que prestava à Prefeitura.

Contestando às alegações da coligação que fez as denúncias, a defesa de Genir e Israel afirmou que muitos dos pacientes atendidos pelo médico não residem em Santa Terezinha e não são eleitores do município. Além disso, todos teriam feito os pagamentos das consultas e retiravam os medicamentos na farmácia do Posto de Saúde por optarem não comprar, já que eles fornecem medicamentos para moradores, mesmo que a receita tenha sido emitida por médico particular.

Em foto anexada como suposta prova de entrega de medicamentos, a defesa alega que a pessoa da foto possuía um vínculo afetivo muito forte com Israel e que na oportunidade ela teria buscado uma caixa de remédios receitada por um médico de outro município para mostrar ao afilhado.

Ainda na contestação, a defesa diz que o valor das consultas sempre girou em torno de R$50,00, desde a abertura do consultório, em 2015, e que não há desproporcionalidade nos valores cobrados, inclusive o preço teria aumentado para R$60,00.

A coligação, autora da denúncia destacou que a diferença apertada no resultado das eleições 2020, de apenas um voto deu a vitória para Genir e Israel e defende a licitude das provas apresentadas dizendo que foram autorizadas judicialmente e que a ação mereceria ser julgada procedente, o que não aconteceu, já que a justiça julgou improcedente.