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Foto: Arquivo/DAV

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

O Lar da Menina é uma instituição localizada no município de Rio do Sul que acolhe crianças e adolescentes, por isso sobrevive de doações e repasses da prefeitura. Para que as pessoas possam acompanhar e ter conhecimento da movimentação financeira da instituição, a direção anunciou que lançará no mês de março o Portal da Transparência.

De acordo com o administrador do Lar, Patrick Munzfeld, essa é a primeira instituição com a finalidade de acolhimento da região a ter um portal voltado somente à transparência.

“Somos uma nova diretoria que preza pela total transparência na instituição e a gente quer colocar isso de uma forma pública para que toda a sociedade tenha esse entendimento”, revela.

Ele ainda comenta que o fato de receber muitas doações e repasses levou a instituir o portal, para que a sociedade tenha acesso a tudo o que acontece.

Como o Lar da Menina presta serviços para a prefeitura e recebe doações da comunidade também, a gente optou em fazer esse Portal da Transparência para que toda a sociedade tenha conhecimento da situação do Lar da Menina, o quanto recebe, quanto gasta, investimentos dos recursos”, conta.

O administrador destaca que além de levar as informações para a sociedade, os adolescentes que residem no Lar também estão tendo a oportunidade de conhecer melhor a realidade das finanças.

“Outro ponto a ressaltar é que a parte administrativa nós também estamos levando a conhecimento dos adolescentes acolhidos, eles estão prestes a sair e estamos capacitando eles para o mercado de trabalho, para a vida financeira. A gente usa de alguns índices, porcentagens dos próprios gastos e investimentos da instituição para que eles sejam conscientes pelo seu dinheiro de estágio. Ensinamos a economizar, ensinamos que se eles economizarem na energia, por exemplo, sobra mais dinheiro para um passeio e fazer uma boa gestão com a participação de todos”, pontuou.

Questionado sobre o número de adolescentes prestes a deixar o Lar da Menina, Patrick revela que são oito e que todo o conhecimento está sendo passado a eles através de vivências.

“Nós fizemos as rodas de conversa, orientamos. Eu mesmo faço”, completa.