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Foto: Helena Marquardt

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Lar da Menina em Rio do Sul, que abriga crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, já tem diversos casos confirmados de Covid. Até o momento três internos tiveram a doença diagnosticada e foram transferidos temporariamente para outro local. A instituição também tem vários funcionários afastados com suspeita da doença.

A voluntária e secretária da atual diretoria, Cinthia Beatriz Schaefer, conta que nenhum interno apresentou sintomas, mas os testes em massa foram solicitados à prefeitura de Rio do Sul como medida preventiva e acabaram sendo realizados na quarta e quinta-feira (dias 5 e 6) e então a doença foi confirmada. “Esses testes confirmaram que infelizmente havia três crianças e dois funcionários positivados com covid. No momento que surgiram esses resultados contatamos imediatamente a Obra Kolping que tinha uma casa que não estava sendo usada e transferimos essas crianças para lá com uma educadora que se disponibilizou a ficar com esses internos”, relata.

Ela revela que o maior problema da instituição atualmente é a falta de efetivo para cuidar dos internos, já que muitos funcionários estão afastados por suspeita da doença. “Estamos com vários funcionários afastados com suspeita de coronavírus e que ainda não tiveram a doença comprovada. Além disso, já haviam funcionários afastados em férias, então isso complicou a situação. Tivemos uma baixa de oito funcionários no total e foi um baque e um desafio”, diz.

Para manter o atendimento, voluntários e funcionários acabam fazendo escalas de 24 por 48 horas e ajudando na medida do possível para cuidar de todas com as crianças e adolescentes. “Também fizemos o pedido para a prefeitura ceder monitores e estamos esperando porque o pedido já foi deferido para que possa fazer esse trabalho de educador, de cuidador”, relata.

Ela diz que os diagnósticos positivos foram uma surpresa porque nenhuma criança apresentou sintoma, mas felizmente todas que tiveram a doença confirmada não tiveram complicações, a não ser uma febre leve constatada após a confirmação da covid. “O máximo que tem acontecido é que aquelas que foram confirmadas com a doença tiveram uma febre de 37 ou 38 graus e é muito esporádico. As que estão aqui no Lar estão todas bem, mas mesmo assim medimos a febre duas vezes por dia e se houver qualquer pico de febre já encaminhamos para a UPA”, conclui.