Alto Vale
Arquivo/DAV

 

Reportagem: Jorge Matias – DAV

 

Neste domingo (8) os 5.977 eleitores de Laurentino irão decidir quem será o próximo prefeito do município. Três chapas estão na disputa das eleições suplementares e o candidato eleito irá comandar o Executivo até o final deste ano.

 

De acordo com a Justiça Eleitoral, ao todo são 19 urnas eletrônicas disponíveis para votação distribuídas em oito locais espalhados pelo município. Outras seis urnas também estarão disponivéis caso haja algum problema.

 

Conforme o calendário publicado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), os eleitos serão diplomados no dia 26 de março e a partir disso, estarão aptos a assumirem suas respectivas funções em um mandato que terá pouco menos de nove meses.

 

Candidatos

 

O prefeito interino, Ademir Caetano (PTB) encabeça a chapa que tem como vice Marcelo Frena (PP). O PSD também faz parte desta coligação. Já MDB e PSDB entraram na disputa com chapa pura. Os candidatos emedebistas são Marcelo Tadeo Rocha e Agenor Avi. Já pelos tucanos os nomes escolhidos foram o do vereador Salésio Nardelli e de Marcelo Tonett.

 

Para concorrer a majoritária, Caetano não precisou se afastar de suas funções públicas. Porém, ele foi impedido de inaugurar e participar de inaugurações de obras públicas e contratar artistas para shows e eventos com recursos públicos. Além disso, o prefeito interino não pôde nomear, contratar ou exonerar servidores públicos municipais.

 

Candidaturas deferidas

 

Suportas irregularidades nas candidaturas de Ademir Caetano (PTB) e Marcelo Rocha (MDB), foram descartadas pelo juiz da 102ª Zona Eleitoral, Giancarlo Rossi. A candidatura de Ademir Caetano havia sido impugnada pelo PSDB. O partido alegou que o nome do representante do PTB não estava incluso na lista Filiaweb, que é o sistema de filiação partidária do Supremo Tribunal Eleitoral (STE). No entanto, a decisão do juiz eleitoral reitera que as demais condições de elegibilidade foram preenchidas, não havendo informação de causa de inelegibilidade.

 

Já a suspeita de irregularidade na candidatura de Marcelo Rocha, foi referente a regularização eleitoral do candidato, uma vez que o representante do MDB não havia realizada a biometria. Apesar disso, a justiça considerou que a inscrição eleitoral do requerente Marcelo Tadeo Rocha estará automaticamente regularizada após a eleição suplementar, o que não impediu Rocha de participar do pleito.

 

Cassação

 

A Justiça Eleitoral de Rio do Sul decidiu em 2018 pela cassação, perda do mandato e a inexigibilidade do prefeito Gilberto Marchi, o vice Vitor Nardelli, dos vereadores Tânia Aparecida da Silva Schlemper (PSL) e Ademilson Campestrini (PSDB), além do suplente Armelindo Tonet (PSD). Eles foram condenados por um esquema de facilitação de emissão de carteiras de motoristas em troca de votos, investigado na Operação CNH, em 2016.

 

Prefeito e vice recorreram da decisão no TRE-SC, que optou pelo afastamento de ambos além da realização de novas eleições.