Alto Vale
FOTO: BRYAN KLUG/DAV

Depois do anúncio da extinção das Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs) de Santa Catarina, um grupo de servidores do Estado foi criado para coordenar e monitorar o processo de desativação das agências. A equipe, composta por servidores ligados à Agências, ficou responsável pelo levantamento de todos os bens imóveis das estruturas. Em Rio do Sul, o levantamento já foi iniciado, mas ainda não se sabe para quem serão destinados os veículos, móveis e imóveis. A previsão é de que em 1º de maio todas as estruturas das ADRs já estejam totalmente desativadas.

A assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Administração, informou à redação do Diário do Alto Vale, que o levantamento dos bens imóveis do Estado, iniciou após a publicação de um decreto feito pelo governador Carlos Moisés da Silva, em janeiro. A partir de então, uma comissão foi montada para cuidar exclusivamente dessa atividade.

Especificamente sobre Rio do Sul, a Secretaria informou que a própria ADR local, seria a responsável pelo levantamento, que de acordo com o gerente de Administração, Finanças e Contabilidade da ADR, Ivan Bechtold, está quase finalizado.

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“Estamos fazendo o levantamento aos poucos conforme o prazo que determina o Decreto Nº 3. A parte de imóveis na verdade nós já temos praticamente tudo em dia e a parte de veículos também está bem adiantada. O que está mais pendente é a parte de patrimônio mesmo dos móveis”.

Sobre a destinação dos bens móveis, sendo veículos e mobiliários, a Secretaria de Estado da Administração informou que com a desativação das ADRs cada secretaria ficará responsável pelos seus bens (saúde, educação). “Se houver veículos administrativos de uso das ADRs, estes serão destinados à Secretaria de Estado da Administração para a destinação devida. O objetivo da desativação das ADRs é a continuidade dos serviços prestados aos cidadãos”.

Já Ivan, disse que o Governo ainda não passou nenhuma orientação a respeito do destino dos bens.

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“Há informações que alguma coisa será destinado à sede, mas ainda não há nada oficial. Nem mesmo os imóveis, não se sabe o que será feito ou para quem será destinado”.

Até o final do processo, que segue até dia 30 de abril, os cerca de 600 servidores ligados às ADRs permanecerão exercendo as atividades normalmente junto às agências. Posteriormente haverá uma redistribuição conforme as áreas de atuação e as necessidades do governo. Já os servidores cedidos por outros órgãos e entidades deverão voltar para seus locais de origem, imediatamente após o encerramento das atividades das ADRs. Há ainda a possibilidade de algumas estruturas serem mantidas, de acordo com a análise de cada secretaria, mas não terão mais as mesmas características.

Elisiane Maciel