Vale Norte
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Uma das principais reivindicações do Vale Norte é a ligação asfáltica da SC-340 com a BR-116. Parte do projeto está pronto, e necessita de um aditivo para a conclusão. A elaboração do projeto pela Engevix Engenharia custou cerca de R$ 3 milhões e é necessário o aditivo financeiro para a sua conclusão, para que assim a obra possa ser incluída no financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), principal fonte de financiamento para o desenvolvimento da América Latina. A obra traz adequação do traçado da SC-340, que no trecho não pavimentado é formado por serra e curvas acentuadas.

Em resposta a uma Moção de Apelo, feita pela Associação Empresarial de Ibirama (Aciibi) através da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), a Diretoria de Infraestrutura (DINF) negou a liberação do aditivo de R$ 650 mil para a conclusão do projeto. De acordo com o documento encaminhado à Facisc, “com relação ao aditivo necessário para a conclusão do trecho, informamos da impossibilidade de atendimento ao pleito no momento, decorrente do fato de que o Estado se encontra há mais de dois anos enfrentando um cenário de queda de arrecadação, acumulando perda real de 4,36% na receita líquida disponível entre 2014 a 2016”. Com isso, toda a região ainda está no aguardo.

A obra de pavimentação da SC-340 terá 65,8 quilômetros, passando entre os municípios de Vitor Meireles (Estrada Serra da Abelha), Santa Terezinha, até o entroncamento com a BR-116 (Rod. Regis Bittencourt), nas imediações de Residência Fuck, no município de Monte Castelo. A ligação pode desafogar em até 20% o fluxo da BR-470, principalmente veículos que trafegam sentido Paraná.

O suplente de senador Genésio Ayres Marchetti (PSD), que é um dos principais defensores da obra, soma forças políticas, prefeitos da região, fazendo pressão para que ela seja imediata. Segundo ele, a via irá possibilitar não apenas o encurtamento das distâncias e desafogar a BR-470, mas também proporcionar o desenvolvimento de toda aquela região, principalmente na agricultura. Ele destacou aos prefeitos o apoio ao projeto. “É uma região com terras ricas e de grande potencial econômico para os catarinenses, que não podem ser vistas como o fim da linha”.

Marcelo Zemke