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A Caixa Econômica Federal divulgou nesta semana que registrou um lucro líquido contábil de R$ 21,1 bilhões em 2019, o que representa uma alta de 103% frente ao ano anterior (R$ 10,3 bilhões). Segundo o banco estatal, o lucro registrado no ano passado foi recorde.

Segundo o banco, a “evolução na margem financeira (13,5%) e redução nas despesas de provisão para créditos liquidação duvidosa (27,9%) foram os principais influenciadores” para o crescimento do lucro no ano passado.

 

O resultado, entretanto, também foi fortemente impulsionado por mais de R$ 15,5 bilhões em vendas de ativos em 2019. Só com a venda da participação que detinha na Petrobras, a Caixa levantou R$ 7,3 bilhões.

 

Já o lucro líquido recorrente foi de R$ 14,7 bilhões em 2019, com crescimento de 20,6% sobre 2018. No 4º trimestre, o lucro líquido somou R$ 4,89 bilhões, abaixo dos R$ 8 bilhões reportados no 3º trimestre, mas revertendo o prejuízo de R$ 1,1 bilhão sofrido um ano antes.

 

A rentabilidade sobre patrimônio líquido (ROE), indicador que mede como o banco remunera o capital de seus acionistas, foi de 17,5% no 4º trimestre em 2019, com aumento de 3,5 p.p. em relação ao 3º trimestre. Apesar da melhora, ficou abaixo do registrado pelos maiores bancos privados do país. Segundo levantamento da Economatica, a mediana do ROE dos quatro bancos no ano de 2019 ficou em 19,1%.

 

Devolução de R$ 11,4 bilhões ao Tesouro

 

A Caixa informou que pagou ao Tesouro Nacional em 2019 um montante de R$ 11,4 bilhões, devolvendo assim parte dos recursos concedidos ao banco nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff na forma de títulos híbridos de capital e dívida (IHCD).

A empresa encerrou o ano de 2019 com um patrimônio líquido de R$ 80,7 bilhões, “estável em comparação ao mesmo período do ano anterior”.