Esporte

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

O lutador de Rio do Oeste, Ederson Luiz Santiago, foi convocado para integrar a Seleção Catarinense na disputa do Campeonato Brasileiro de Kickboxing que acontece entre os dias 4 e 7 de setembrono Rio de Janeiro, mas tem ainda um grande desafio pela frente: conseguir patrocínio para continuar em busca do sonho na modalidade.

Ele conta que iniciou a carreira lutando Muay Thai, mas decidiu se aventurar também no Kickboxing e acabou se destacando na modalidade. “Sou detentor do cinturão aqui do evento do Alto Vale, o FFC do Kickboxing e apareceu essa oportunidade de estar disputando o campeonato nacional”, disse.

Neguinho, como é conhecido, lembra ainda que já havia se inscrito pra participar do Campeonato Catarinense, mas teve que abandonar a competição devido a uma lesão. “Mas me recuperei e agora me convocaram pra integrar a comitiva que vai para o Campeonato Brasileiro o que para mim é uma ótima oportunidade. O kickboxing não é novo pra mim, já tenho algumas lutas e já enfrentei bons adversários”.

Ele afirma que agora o Kickboxing virou modalidade olímpica ela deve ser tornar mais popular em todo o mundo, mas infelizmente terá que enfrentar mais do que os adversários de luta. Para participar da competição, Neguinho precisa conseguir patrocínio o que segundo ele está ainda mais difícil desde o início da pandemia. “Eu gostaria muito de aproveitar essa oportunidade, mas apesar dessa convocação venho enfrentando algumas dificuldades com questão de patrocínio e ajuda para treinos. Tenho o apoio da prefeitura, mas um atleta de alto rendimento tem um alto custo então sigo na busca por patrocinadores e agora na pandemia está bem difícil”, desabafa.

Caso participe e seja campeão brasileiro, ele garante vaga no sulamericano e se vencer poderia até disputar o mundial. “Vou buscar esse título brasileiro e estou bem confiante, com uma preparação bem forte. Vou com tudo representar Rio do Oeste e o Alto Vale”, garante.

Além da busca por apoiadores ele tem intensificado a rotina de treinamentos para conciliar a agenda com diversas lutas marcadas até o final do ano em várias modalidades. “Eu tenho três lutas de MMA agendadas, contrato assinado para agosto, setembro e outubro. Em dezembro também tem um campeonato de Muay Thai que quero estar participando e temos uma lista bem lotada para o resto do ano, mas nem tudo vamos poder estar abraçando. Pela falta de condições e de patrocínio algumas coisas vão ficar de lado”, finaliza.