Alto Vale

A Polícia Militar Ambiental de Rio do Sul destinou aproximadamente 125 metros cúbicos de madeira da espécie canela preta para diversas entidades filantrópicas do Alto Vale, na última segunda-feira (26). O material, que foi extraído ilegalmente, havia sido apreendido durante uma operação realizada pela polícia no dia 14 de junho, no município de Timbó.

A apreensão é consequência da operação realizada em fevereiro deste ano em Santa Terezinha, que apurou a denúncia de que existia uma serraria clandestina em funcionamento no município. De acordo com o relatório da Polícia Militar Ambiental, na época outros 114 metros cúbicos de madeira já haviam sido apreendidos. Após obter informações de que o material extraído de Santa Terezinha seguiria para Timbó, a polícia conseguiu verificar a localização de toda a madeira ilegal. “Uma pessoa denunciou que essa madeira estava sendo deslocada para lá irregularmente, e daí com fonte dessa informação foi feito um trabalho de inteligência com o apoio do pessoal lá de Timbó, até que conseguimos localizar essa madeira. Desde fevereiro a gente já estava trabalhando em cima disso”, conta o Cabo PM Vagner Goulart.

Seguindo a denúncia anônima, a polícia verificou que o proprietário da madeira não possuía o Documento de Origem Florestal (DOF) correto. O documento era referente a apenas 40 metros cúbicos, o que não condizia com a quantidade de material que estava em estoque. O gerente regional da Fundação do Meio Ambiente (Fatma) de Rio do Sul, Juliano Goral, também esteve no local e constatou inúmeras irregularidades na documentação apresentada. “No documento era uma coisa e a madeira era outra, era canela preta, por isso que foi feita a apreensão de todo o material”, ressalta Goulart.

O proprietário da madeira extraída ilegalmente foi multado em R$ 37.500, e vai responder por dois processos distintos: um administrativo e outro judicial. Segundo Goulart, as investigações não devem parar por aí. “As investigações ainda continuam para saber se a madeira não é levada para outros locais, se não tem mais pessoas envolvidas. É feito ainda um trabalho de inteligência em cima disso aí”, conclui.

 

Entidades beneficiadas

A Associação de Pais e Amigos Excepcionais (Apae) de Taió foi uma das entidades que receberam a doação da Polícia Militar Ambiental. De acordo com a diretora administrativa, Gabriela Dalfovo, a associação recebeu aproximadamente 15 metros cúbicos de madeira. Segundo ela, o material será vendido e o dinheiro arrecadado será revertido em melhorias no local. “Como a Apae está enfrentando problemas financeiros a gente está vendendo essa madeira, e com o dinheiro a gente vai manter a Apae”, explica Gabriela.

A diretora da associação conta que o metro cúbico da madeira pode ser vendido por R$ 1.800. Isso quer dizer que a Apae deve arrecadar R$ 27 mil com a venda do material. “Pelo que a própria Polícia Ambiental repassou para a gente, o cúbico dessa madeira é em torno de R$ 1.800. Então, é uma madeira rara, a gente fez mais ou menos o cálculo e vai dar aproximadamente R$ 27 mil”, conclui.

Além da Apae de Taió, outras diversas entidades filantrópicas do Alto Vale foram beneficiadas com o material. Entre elas estão o Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida, de Rio do Campo, o Hospital Regional Alto Vale, de Rio do Sul, a Associação Beneficente de Apoio aos Portadores de Câncer Maria Adélia, de Ituporanga, a Igreja Adventista de Taió, a Associação de Moradores da Valada São Paulo, de Rio do Sul, a Prefeitura Municipal de Santa Terezinha e as Obras Kolping, de Rio do Sul.