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Na semana em que a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Rio do Sul comemora seus 54 anos de fundação, a entidade também lembrou um empresário que trabalha há mais de 60 anos no comércio da capital do Alto Vale e foi um dos primeiros a aderir ao movimento lojista no município. Henrique Pamplona aprendeu o ofício de relojoeiro ainda na adolescência e mais tarde abriu a própria loja. Hoje, mesmo aos 83 anos, ainda faz questão de ir ao estabelecimento e atender os clientes.

Ele conta que foi em 1953, quando tinha 15 anos, que virou aprendiz de relojoeiro. Trabalhou com o seu mestre em uma relojoaria por 11 anos até decidir abrir a própria loja, construída no terreno que antigamente abrigava um estacionamento de carros de mola em Rio do Sul. “Na época troquei o terreno por um corcel e construí a loja”, recorda o idoso.

O estabelecimento foi inaugurado há 49 anos e Henrique lembra que no início como havia apenas dois comércios que trabalhavam nesse segmento tinha muita clientela e era difícil atender a todos. “A gente atendia 18 municípios porque eram poucos que trabalhavam com isso e com o tempo foi mudando, hoje o Alto Vale já tem mais de 37 relojoarias, mas antes era bem diferente”, afirma.

Outra mudança percebida ao longo dos anos e com a qual o comerciante teve que se adaptar é em relação à forma de pagamento. No passado ele diz que só comprava e vendia os produtos à vista, mas com o tempo surgiu à possibilidade de parcelamento.

Henrique comenta que muitos dos seus primeiros clientes já faleceram, mas outros muito antigos continuam indo até a relojoaria e se tornaram inclusive amigos. “Ainda vem gente de muitas cidades aqui na loja”.

O comerciante revela ainda que o segredo para ter um comércio por tantos anos é ser honesto e vender produtos de qualidade que conquistam os clientes. Atualmente a relojoaria é administrada pela filha dele, mas Henrique diz que ainda faz questão de frequentar o local, atender clientes e principalmente, rever os amigos. “Aqui tenho muitos amigos. Eu gosto muito do comércio, de conversar com as pessoas e pretendo continuar enquanto puder”, comenta.