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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

O ex-gerente da unidade da Celesc de Rio do Sul, Manoel Arisoli Pereira, deixou seu cargo após 11 anos de casa para assumir outra função também na Celesc. É que ele foi promovido e desde o início do mês encarou o desafio de estar à frente de todas as 16 unidades do Estado de Santa Catarina.

Manoel conta que sua história na casa é longa e marcada por grandes conquistas. Desde 1986 ele ocupa algum cargo gerencial. “Trabalhei 42 anos em Rio do Sul, desde 1986, eu respondo por algum cargo de gerencial ininterruptamente. Desde março de 2011, eu respondia pela chefia da gerência geral do Alto Vale”, comenta.

Ele explica ainda que o início dos trabalhos na região não foi fácil, uma vez que o Alto Vale foi atingido por uma grande enchente que danificou as estruturas das unidades, dos funcionários e de todas as cidades.

“Foi um período difícil porque começamos com a grande enchente de 2011, um desafio monumental, um momento de reconstruir o sistema elétrico, reconstruir as instalações físicas da Celesc que também foram danificadas e ajudar o corpo funcional porque muitos empregados foram atingidos”, conta.

Manoel ainda explica que no período à frente da unidade de Rio do Sul, um dos maiores investimentos foi realizado. “A gente construiu a subestação de Presidente Getúlio, construiu a subestação de Vidal Ramos, dobramos a capacidade da subestação de Ituporanga, aumentamos em Rio do Sul e de tudo o que fizemos, a maior satisfação foi o investimento no Celesc Rural, um programa criado em 2019, de melhoria no fornecimento de energia elétrica para a área rural. Só nesse programa, no Alto Vale nós investimos R$60 milhões e isso traz uma grande satisfação. Não tenho dúvida ao dizer que foi um dos maiores investimentos públicos no Alto Vale do Itajaí durante muitos anos. Com isso beneficiamos os produtores com uma qualidade de energia muito maior”, revela.

O coordenador geral ainda enfatiza a evolução das propriedades rurais e necessidade de melhorias na qualidade da energia elétrica oferecida. “Hoje a necessidade do homem do campo não é só mais a luz, o homem do campo precisa de energia, porque cada unidade rural se tornou basicamente uma microempresa. As pessoas precisam de energia e isso é, qualidade e quantidade de energia. Isso foi uma satisfação como gestor da equipe. Éramos uma equipe de mais de 300 pessoas para suprir a necessidade do Alto Vale”, destaca.

Sobre ter sido promovido a outro cargo, ele avalia positivamente e fala sobre os novos desafios. “Foi uma missão fantástica nesses últimos anos e agora é muito maior porque vou coordenar todas as 16 unidades e vou encarar de frente. Fui promovido e desde 1 de abril assumi uma função em Florianópolis de coordenação geral dos 16 núcleos e unidades da Celesc. Coordenar todo o estado da Celesc é uma missão monumental, passo em média dois dias por semana em Florianópolis e o restante da semana visitando os núcleos e unidades fazendo a coordenação direta das atividades”, completa Manoel.