Alto Vale
Foto: CRS/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

O marido de Vanisse Helena Venturi, moradora de Agronômica que está desaparecida desde o dia 23 de julho do ano passado, foi preso temporariamente na manhã desta quinta-feira (24) na casa onde o casal morava com os dois filhos.  O mandado foi cumprido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que não deu mais detalhes sobre as investigações.

Em fevereiro a Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Rio do Sul havia concluído a investigação que apurava o desaparecimento da mulher e na época chegou a indiciar um suspeito que não teve o nome divulgado. O inquérito policial tinha 345 páginas e a conclusão é de que ela teria sido morta entre a noite do dia 22de julho e madrugada do dia 23, mas até hoje o corpo não foi encontrado. Ao final da investigação, o suspeito foi indiciado pelo crime de homicídio qualificado e ocultação de cadáver e o procedimento seguiu para análise do Ministério Público e Poder Judiciário e somente agora teve novos desdobramentos.

De acordo com o advogado Fábio Slonczewski, que defende o marido de Vanisse, a prisão é arbitrária já que não existia nem um novo elemento para a prisão. “Me parece que o que está acontecendo aqui seria mais uma pressão da sociedade já que o desaparecimento está completando um ano, e aí para dar uma satisfação fizeram toda essa operação aqui hoje”, disse.

No final da tarde desta quinta-feira o advogado declarou a reportagem que o Ministério Público foi ouvido e que como o juiz da vara criminal estava em audiência de outro caso, com diversas testemunhas, a defesa estava ingressando com pedido de prisão domiciliar. “Também já estamos deixando prontas as demais alternativas jurídicas, objetivando a revogação da prisão temporária, decretada a princípio, sem qualquer fundamento consistente”, afirmou.

Até então o desaparecimento da mulher era considerado um verdadeiro mistério. Desde que ela sumiu a família diz que não teve nenhuma pista do que teria acontecido e precisava conviver com a incerteza. Em entrevista ao DAV há alguns meses a irmã Vanessa de Fátima Vieira, conta que foram realizadas buscas com cães dos Bombeiros Militares e da PM em busca de pistas, mas nada foi encontrado.

“É um assunto que me machuca muito. Sentimos muito a falta a dela, o fato de não saber o que aconteceu, onde ela esta, quem fez isso, até quando vai, machuca muito. Acredito que o tempo esta passando, não que esteja confortando, jamais esqueceremos dela, mas precisamos continuar nossa vida, cuidar das pessoas que estão ao nosso redor precisando de apoio”, lamentou.

Vanessa contou ainda que os familiares estavam muito abalados emocionalmente, especialmente a mãe de Vanisse. “Minha mãe sofre muito é a que mais sente nessa historia toda. Também estamos bem irritados com a situação, com o fato que a polícia não consegue desvendar esse mistério, é muito angustiante”, completa.

A mulher de 39 anos teria saído de casa numa quinta-feira (23 de julho) e desde então não foi mais encontrada. Desde então familiares pediam a ajuda da comunidade com informações que auxiliem a descobrir o seu paradeiro.

Vanisse morava numa casa as margens da BR-470 com o marido e os dois filhos, que na época tinham 18 e 12 anos e não tinha nenhum problema de saúde. “Ela tomou café com o marido e quando ele retornou ela já não estava mais em casa. Quando os filhos acordaram ela também já não estava mais e desde então não tivemos nenhuma informação dela”, disse.

Segundo a família ela não saiu de carro, nem levou os documentos pessoais, apenas um cartão do Banco do Brasil e uma quantia em dinheiro. Quem tiver informações sobre Vanisse pode ligar para os telefones 190 da Polícia Militar ou para a irmã Vanessa pelo telefone (47) 99186-3601.

Polícia Civil não se manifestou sobre prisão

A reportagem tentou contato com a Polícia Civil para comentar a prisão do marido, mas até a publicação da matéria o órgão ainda não havia se manifestado.

 

*Reportagem em atualização