Política

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Em entrevista ao DAV o pré-candidato a prefeito de Rio do Sul, Garibaldi Antônio Ayroso, respondeu aos questionamentos sobre um possível “racha” dentro partido e a vontade expressa de alguns filiados de apoiar a chapa do atual prefeito, José Thomé (PSD). Na conversa ele ainda descartou a possibilidade de ser candidato a vice ou vereador.

Sobre os boatos de que o presidente de honra, o empresário, Marcos Viel teria decidido apoiar a candidatura de Thomé, Gariba garante que seu nome foi escolhido através de uma votação feita de forma totalmente democrática e que esse é o posicionamento do partido. “Tive essa questão de não ter sido reeleito na eleição passada, mas o MDB tomou uma decisão democrática com a presença de todas essas pessoas que hoje se dizem com a intenção de que o partido apoie o prefeito em exercício”, argumenta.

Ele comenta que a diferença em relação a outras propostas para formação de uma chapa com a atual administração foi bastante grande e a decisão tomada é de que o MDB teria um pré-candidato a prefeito e que o seu nome era o mais indicado. “Fui para a reunião do partido para discutir as candidaturas sem fazer nenhum contato telefônico, mas sei que outros fizeram e lá a decisão da maioria foi essa. O MDB é muito grande para ser de uma pessoa só, meu ou de qualquer outro”, afirmou ele.

Sobre o chamado “Frentão”, grupo de diversos partidos que estariam avaliando uma possível união para fazer chapa contra o atual prefeito, ele comenta que essa aliança foi discutida por vários motivos no que diz respeito a conduta da atual administração e não por questões pessoais contra Thomé. “Nesses quatro anos que estive fora da prefeitura jamais tomei a iniciativa de ficar fazendo oposição e isto está claro. As únicas vezes que dei uma resposta foi quando fui atacado, mas tenho uma certa decepção com o prefeito sim, porque ele se filiou ao MDB e foi eleito pela segunda vez vereador com a força de todos do nosso partido, inclusive os suplentes que o ajudaram a chegar lá, mas depois passou a fazer jogo de oposição”, revela.

Ele diz ainda que os partidos têm chegado a um entendimento sobre a melhor forma de administrar Rio do Sul. Na sua opinião as obras são necessárias e benéficas para a população, mas não podem ser feitas contraindo empréstimos milionários. Gariba ainda acredita que a próxima administração teria que retomar programas que vinham dando certo, mas acabaram não tendo continuidade como a entrega em casa de medicamentos aos idosos.

Outra questão citada por ele diz respeito à transparência do Executivo. “Posso ter errado administrativamente, mas no nosso mandato jamais tivemos um problema com a justiça como está acontecendo hoje. O Gaeco jamais teria vindo três vezes a Rio do Sul se não tivesse algo errado e isso é uma vergonha para a cidade. Apesar de tudo acredito que temos que olhar para a frente, para o futuro”, diz.

Aprendizado político

Ao falar sobre sua experiência política, o emedebista ressalta que aprendeu muito mais na derrota do que na vitória e que tem humildade para reconhecer seus erros e adotar um novo posicionamento quando isso é necessário. “Paguei um preço muito caro na última eleição por ter confiado em algumas pessoas que estavam me traindo ou trabalhando em duas frentes, só que não adianta guardar mágoa de nada ou de ninguém, mas lógico que sei separar na hora de escolher com quem vou estar”, ressalta.