Alto Vale, Saúde

Na edição de ontem o Jornal Diário do Alto Vale (DAV) expôs a denúncia realizada por um médico de Taió que reclamava de desacato e desrespeito com que, segundo ele, os profissionais clínicos vêm sendo tratados no município. O médico, que preferiu manter sua identidade em sigilo, contou ainda que haveria no final da tarde de segunda-feira (6) uma assembleia para tratar do assunto, onde seria decidida se haveria ou não uma paralisação por parte dos profissionais em protesto.

A reunião, que iniciou após as 18h, contou, inclusive, com a presença do prefeito de Taió, Almir Guski. O prefeito entrou ainda em contato com a redação do DAV, quando afirmou que a denúncia não condiz com a realidade: “Vamos procurar saber quem é [o denunciante] para entrarmos com uma representação judicial para que a verdade seja estabelecida. Quando é verdade nós assumimos e resolvemos, o que não é [neste caso]”. Enfatizou Guski.
Segundo o médico plantonista, os profissionais ouviram o gestor público e decidiram pela não paralisação dos trabalhos no Pronto Atendimento.

Relembre o caso

Conforme o relato prestado pelo médico, vereadores de Taió vêm intimidando os trabalhares da unidade de saúde, proferindo palavras ofensivas dentro do local de atuação dos profissionais da saúde e em horário de expediente, o que vem gerando revolta. O auge deste caso teria sido no domingo (5). “Os médicos em geral sempre aguentando calado. Que tem irregularidade, todos nós sabemos, mas que cite os nomes, e não chame todo mundo de ladrão[…] A gente foi aguentando mas só piorou. Colocaram câmera no pronto socorro para vigiar e isso gerou um grande desconforto, não só dos médicos, mas em todos os funcionários de lá”, disse.

Além das queixas deste assédio, a falta de respirador no Pronto Atendimento e outras condições de trabalho estão sendo questionadas agora, para que possibilitem uma melhor condição de atendimento a população de Taió: “A gente trabalhar desvalorizado e sem equipamento é normal no Brasil inteiro, todo mundo tá acostumado. Agora, além disso, ainda ser achacoalhado por vereador, por prefeito e pela imprensa”, argumentou.

Rosicler Poleza Cirico, secretária municipal de saúde, em entrevista afirmou que: “Como secretária eu sou a favor das coisas certas e estou aqui para atender a população e defender os funcionários”. Rosicler ainda comentou que não participaria da reunião para deixar os funcionários à vontade para exporem seus anseios e reivindicações de forma interna: “Sou bem a favor de que façam a reunião, de que resolvam tudo, mas, de uma maneira correta”, concluiu.

Esclarecimento

O presidente da diretoria do Hospital e Maternidade Dona Lisette, Rolando Martin Beck, telefonou para a redação do DAV para esclarecer que apesar do Pronto Atendimento funcionar nas mesmas dependências que a unidade hospitalar, a administração do PA é feita pelo município, isentando assim, o Dona Lisette de qualquer envolvimento com os fatos noticiados.

Airton Ramos