Alto Vale
Foto: Divulgação

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Muitas vezes é difícil entender o motivo de algumas coisas que acabam acontecendo na vida das pessoas. Em Chapadão do Lageado, a jovem Maria Sibele Moreira dos Santos Farias de apenas 13 anos foi diagnosticada com uma doença chamada Leucemia Linfoide Aguda e agora ela precisa ir semanalmente até Florianópolis para fazer a quimioterapia. Os pais enfrentam dificuldades e precisam de ajuda financeira para poder levá-la, por isso criaram uma vaquinha on-line para conseguir ajuda da comunidade.

Segundo a mãe, Marileia de Andrade Moreira, o problema da menina não é apenas a leucemia e sim o que a doença e alguns medicamentos teriam desencadeado no organismo dela. “Agora, por conta de um medicamento, a diabetes está muito alta e ela entrou em coma três vezes e rompeu uma lesão no pâncreas e do pâncreas atingiu o rim do lado esquerdo. Agora a gente não tem dinheiro, porque cada insulina que ela precisa tomar custa R$250. No SUS eles dão o tratamento, mas os remédios de nervos controlados e da diabetes é preciso comprar. Ela também teve o movimento das pernas prejudicado porque o problema do pâncreas causou isso. Para ir ao banheiro a gente precisa levar, para tudo precisamos ajudar”, conta.

O diagnóstico da doença foi obtido em julho do ano passado. Desde então, a menina luta diariamente para se manter forte. Com a ajuda da família e parentes próximos, eles estão tentando dar mais conforto para a pequena Maria Sibele. “Ela sentia muita fraqueza, dores nas pernas, enjoos, levava no hospital eles diziam que não era nada e até que um dia foram feitos uns exames mais complexos e quando chegaram os resultados, os médicos disseram que a leucemia já estava muito avançada. Ela foi transferida para Lages, no hospital infantil e após pra Florianópolis. Ela começou a quimioterapia, mas a leucemia já havia atingido os órgãos dela, rins, fígado e com o tratamento foi revertida. Eu não perco minhas esperanças e tudo o que for preciso para ver ela bem, eu vou fazer”, comenta.

A jovem é uma verdadeira guerreira, com todas as dificuldades não perde a fé. “Ela se sente mal e por mais que ela não se entregue, tem horas que ela se pergunta o porquê de Deus estar fazendo isso com ela e eu digo que ela não está sofrendo sozinha, eu também sofro com ela. A minha família, o padrasto dela, os irmãos. Todos a querem bem”, comenta Marileia.

Para conseguir comprar os remédios, comida e dar suporte nas viagens à Florianópolis, os pais enfrentam dificuldades e por isso resolveram criar uma Vaquinha virtual para pedir ajuda da comunidade. Alimentos ou dinheiro, toda ajuda é importante. “O que as pessoas quiserem me ajudar está bom, não tem preço. Pelo menos para a gente comer porque passamos muita fome na estrada. Do dinheiro que a gente já conseguiu na vaquinha conseguimos tirar aos poucos, uns R$50 por vez, mas pelo menos ela consegue comer, a gente aguenta, ela não”, diz.

Saiba como doar

Para doar basta clicar no link da Vaquinha e digitar o valor de interesse e confirmar algumas informações. É rápido e fácil.