Alto Vale, Cidade, Gastronomia
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Rafaela Correa/DAV

A partir da próxima semana, no dia 20 de agosto, os feirantes que comercializavam seus produtos na praça central de Rio do Sul e no Estádio Municipal Alfredo João Krieck serão realocados. É que será inaugurado o mercado Público Municipal Flavio José dos Santos no bairro Canoas, na entrada do Parque Harry Hobus.  Em função do Decreto Municipal não haverá solenidade de inauguração, mas os preços serão diferenciados e haverá ainda uma degustação para proporcionar boas vendas aos comerciantes.

Questionado sobre a resistência dos feirantes em relação à mudança de local e ao espaço disponibilizado, Ramires Cimardi, diretor executivo de Agropecuária explica que a restrição já foi contornada e os box serão revezados entre os feirantes. “Nós fizemos uma reunião com eles para fazer o sorteio dos Box, porque o mercado vai funcionar não só nas quintas, a gente pretende que ele funcione todos os dias da semana, das 7h30 às 18h. A reunião contou com mais de 30 feirantes interessados, sorteamos os box, abrimos a palavra e não foi feito nenhum questionamento. Todas as dúvidas foram sanadas. Após a reunião todos visitaram o local e ficaram convencidos da praticidade, modernidade e questão sanitária. Se pensarmos bem, como é que vai funcionar um supermercado com feiras no tempo, a questão sanitária. Os alimentos pegam ventos, chuva poeira. Isso agora vai acabar”, contou.

Para a feirante Cristiani Hang, a estrutura vai oferecer mais segurança. “Não vai ter mais aquela dificuldade de montar barraca, vai ser um espaço coberto com as bancadas já colocadas para os expositores, cada um vai ter uma para não precisar estar levando essa parte. Então é só chegar com os produtos, expor e vender. Eu acredito que vai ser inspiração para outros municípios porque é uma estrutura difícil de encontrar”, contou.

Marinildo Pettersen é feirante há 14 anos e comercializa seus produtos no Estádio Municipal Alfredo joão Krieck. Ele diz que a estrutura vai melhorar e a mudança de local não vai prejudicar as vendas. “Eu visitei o local e é uma área fechada e vai ter regras de funcionamento. O espaço é bom, bem grande. As bancas bem divididas, todos os box com pia e água, banheiros e isso é muito importante também. A parte do estacionamento também ficou muito legal e eu só tenho elogios”, disse.

Já o feirante Jonatan  Heesch , que comercializa produtos na praça todas as sextas-feiras, diz que nem tudo está acertado e que a reunião para sorteio dos box não foi planejada com a antecedência necessária. Ele comenta ainda que é preciso haver mais discussão entre todos os afetados já que a mudança atinge também a renda das famílias envolvidas.  “Achamos a ideia do mercado excelente, mas hoje temos nossa clientela formada aqui de anos e os próprios clientes dizem que não irão até lá, então isso é a nossa preocupação. Precisa ser melhor divulgado, planejado, talvez para início do ano que vem”, comenta.

A princípio, nos primeiros dias a prefeitura ficará responsável pela limpeza e segurança do local, mas depois os feirantes devem assumir a responsabilidade. “ Cada feirante é responsável pelo seu box e precisa entregar limpo para o feirante que vai usar no dia seguinte. Ele recebe limpo então vai entregar como recebeu. As áreas comuns  são de responsabilidade da prefeitura, mas eles sugeriram na reunião, a criação de uma associação para cuidar de lá. É uma boa iniciativa”, destaca.

Cimardi diz que tirar os feirantes da Praça Ermembergo Pellizzetti não é uma opção. “Existia uma restrição pelo Ministério Público impedindo o funcionamento dessas feiras. Só estava funcionando  porque a gente pediu mais um prazo até a inauguração do mercado, a partir de então, elas não poderiam mais existir. Foi feito um decreto regulamentando a utilização das feiras livres municipais públicas”, explica.

De acordo com Cimardi, a nova estrutura vai proporcionar mais segurança aos feirantes. “Tem feirantes que expõe mais de um dia. A preferência foi dos feirantes de Rio do Sul e depois abriu para os feirantes que ficam no estádio. Os outros feirantes vendem no município há muitos anos no estádio e todos foram contemplados com seus box. A repercussão foi melhor do que a gente esperava. Foi bem tranquilo”, ressaltou. Ele diz ainda, que a intenção da Prefeitura é conseguir colocar também apresentações da Fundação Cultural, apresentar os trabalhos dos alunos no local, sempre que for possível.

OBRA

A obra já iniciou há algum tempo e foi inspirada em mercados públicos de outas cidades. De acordo com Ramires, o investimento é de cerca de R$600 mil entre recursos federais e próprios.  São aproximadamente 400m² divididos em 12 box que serão utilizados de forma revezada entre feirantes. “A gente está feliz de conseguir deixar pronta a obra, já que enfrentamos diversos problemas administrativos que causou demora na entrega”, destacou.

Segundo Ramires, o local foi pensado também para as cheias. “A cidade sofre com as enchentes e fizemos os box de concreto pensando nessas ocasiões. Não queremos que aconteça, mas precisamos pensar nisso também. Se chegar água não vai estragar nada é só fazer a limpeza depois”, finaliza.