Alto Vale
Foto: Alan Garcia/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Um dos pontos turísticos com uma das vistas mais bonitas do Alto Vale pode estar com os dias contados. O Mirante do Javali recebeu uma notificação da Prefeitura de Rio do Sul e caso a situação documental e de infraestrutura não seja regularizada, em poucos dias ele terá que ser demolido. O proprietário do empreendimento tem até o dia 21 de outubro para resolver a situação, mas adianta que tentará um prazo maior na justiça.

Luiz Carlos Stolf afirma que o Mirante foi construído há cerca de 13 anos, na época recebeu a liberação e vem pagando impostos desde então. No entanto ele afirma que foi surpreendido há poucos dias com a notificação da Prefeitura. “Sou proprietário de uma zona rural de 60 hectares coberta de floresta e fizemos o projeto há mais de 13 anos. Pagamos imposto de construção e fomos autorizados a construir 500 metros quadrados. Os Bombeiros reconheceram, mas a prefeitura nunca deu o alvará porque alegam que tem que ter o habite-se e precisamos regularizar algumas coisas”, relata.

Ele questiona os prazos para regularização e comenta ainda como o documento foi enviado para um endereço de São Paulo sendo que ele reside em Rio do Sul, a filha acabou encontrando a notificação há poucos dias. “Moro aqui, tenho funcionários que residem aqui e nunca apareceram para conversar comigo. Simplesmente mandaram a carta para o meu endereço de São Paulo”, completa.

Luiz ressalta ainda que mais de oito mil pessoas já passaram pelo Mirante do Javali em Rio do Sul e todos os visitantes elogiam a iniciativa que possibilita a contemplação da cidade do alto respeitando a natureza. “Todo mundo que passa aqui diz que gosta muito, inclusive querem esse ponto turístico. Agora contratei um advogado para tentar me defender e espero que consiga resolver. Queremos deixar isso para as futuras gerações de Rio do Sul”, garante.

Além de manter o local aberto o empresário revela que tem vários projetos turísticos para o futuro do empreendimento. “Pretendo fazer uma fundação e manter para visitação. A intenção ainda é fazer um teleférico, campo de golfe. Já plantei mil árvores de cerejeira do Japão aqui e quero plantar mais 10 mil no ano que vem para as abelhas e beija-flores. Aqui será o único lugar que terá mel de cerejeira. Hoje as pessoas pedem até para eu abrir à noite, mas não posso comercializar nada. Acredito que o turismo não tem prioridade na prefeitura”, finaliza.

O que diz a prefeitura?

Através da sua assessoria de imprensa, a Prefeitura de Rio do Sul informou em nota que há algum tempo pede a regularização de documentos e da parte estrutural do empreendimento e que as exigências não necessitam de grandes adequações. No entanto, o proprietário nunca teria entregado. Agora a Comissão de Demolição pediu que, no prazo de 30 dias contados a partir do recebimento da notificação, ele entregue os documentos que estão faltando e apresente projeto de alteração estrutural.