Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

O gestor de negócios Valter Adriano Daiy é morador de Lontras e buscou as redes sociais do Jornal Diário do Alto Vale para fazer uma denúncia, ele afirma ter sido vítima de um golpe. Valter alega que foi alvo de estelionato e que teve seus documentos clonados, isso teria resultado no repasse de dois cheques falsos em seu nome no valor de mais de R$12 mil como parcelas na compra de um terreno e outras muitas tentativas descobertas através das consultas de CPF em órgãos de proteção ao crédito.

Ele conta que nunca trabalhou com cheques e que descobriu porque percebeu consultas frequentes do CPF no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). “Em outubro ainda, eu comecei a achar estranho que estavam acontecendo algumas consultas do meu CPF no SPC e no Serasa. Eu possuo em meu celular o aplicativo do Serasa e faço o pagamento de uma mensalidade à empresa que presta o serviço de monitoramento do CPF. Passei a monitorar com mais atenção estas consultas, sendo que eu não estava efetivando ou consultando nenhuma compra”, afirma.Ele relatou que recebeu diversos alertas de consulta, em dois meses foram mais de 10 e que a partir daí começou a entrar em contato com as empresas que estavam fazendo essas consultas para entender o que estava acontecendo. “No dia, 26 de outubro teve uma consulta efetuada por uma empresa, após procurar o nome na internet eu identifiquei que era de Ascurra e então consegui o número telefônico. Consegui falar um pouco com um senhor que se identificou como marido da proprietária, ele não falou muito por telefone e desligou. Logo em seguida passou outro número. Quando consegui falar com a pessoa, ela relatou que estava vendendo um carro e que chegou alguém para comprar, esta pessoa tinha um valor em dinheiro e também tinha alguns cheques, ele fez as consultas do cheque, porém não chegou a finalizar a venda. Ele disse que, não sabe o nome da pessoa e também não soube descrever as características”, revela.

Dias depois, Valter afirma que teria ocorrido uma nova consulta por parte de uma empresa de Rio do Sul. Ao entrar em contato descobriu que o empresário estava com dois cheques em seu nome. “Após me identificar na conversa ele informou que estava em posse de dois cheques em meu nome no valor de R$ 12.300 cada um. Imediatamente informei que não possuo cheque e que nunca tive cheque em meu nome. Então, ele me enviou a foto dos dois para eu tomar conhecimento e me orientou a fazer um Boletim de Ocorrência. Ele informou também que teria recebido os cheques de uma moradora de Lontras e que devolveria para ela”, conta.

Depois de tomar conhecimento da situação, ele diz que procurou uma agência do Banco do Brasil e que o atendente teria feito a consulta confirmando que se tratava de um cheque falso. De acordo com ele foi registrado um Boletim de Ocorrência e o SPC e o Serasa foram comunicados sobre a clonagem de dados. “Informei também o Banco do Brasil e solicitei a eles uma declaração de que aquela conta não existe e que se trata de cheques falsificados. Eles encaminharam ao jurídico do Banco para fazer essa emissão do documento”, informa.

Valter conta ainda que com a ajuda de um conhecido, no dia 2 de novembro procurou a moradora de Lontras que estaria com os cheques. “Ela falou que colocou um terreno a venda e fez vários anúncios e inclusive anúncios na internet, quando apareceu um interessado em comprar o terreno. Um homem que veio de balneário Camboriú para comprar apresentou dois cheques de R$ 12.300 e que estavam em meu nome”, finaliza.