Cidade

Reportagem: Helena Marquardt

A casa própria é o sonho de milhares de brasileiros, mas para um rio-sulense acabou se tornando motivo de problemas e muita dor de cabeça. É que ele tenta há mais de cinco anos construir em um terreno de propriedade de sua família na rua Maranhão, no bairro Laranjeiras, mas a obra não pode ser iniciada porque o local não tem a infraestrutura necessária como água, esgoto e energia elétrica.
André Rosseto Silva conta que o terreno foi adquirido pelo pai em 2013 e depois repassado para ele. Na época ele chegou a encaminhar o projeto de construção para a prefeitura e teve um alvará de construção aprovado. “Nesse alvará a prefeitura constava que a rua tinha toda a infraestrutura, o que até hoje não é realidade. Eu tenho o terreno, mas não posso construir porque falta iluminação pública e sistema de abastecimento de água, o que é obrigatório em qualquer loteamento. A falta de infraestrutura mínima impede a execução da obra. Não posso por exemplo ligar uma betoneira para concretar a fundamentação, não tem água para fazer o concreto ou lavar as ferramentas”, relata,
Ele conta ainda que durante todo esse período a família manteve em dia os impostos como IPTU, mas não tem nem previsão de quando de fato poderá começar a construção. “Já enviei inúmeros ofícios a prefeitura ao longo desses anos e recebi diversas respostas diferentes. Eles cancelaram o meu alvará porque em dois anos eu não construí, mas como iria construir uma casa que não posso usar porque não tem água nem posso energizar porque não tem rede de energia?”, questiona.
André comenta também que morava em uma rua atingida pela cheias e que o terreno deveria ser a realização de um sonho e do planejamento de um ambiente com mais espaço para a filha, já que hoje ele vive em um apartamento, mas que até o momento não pode realizá-lo. “Não tenho nenhuma pendência, porém nunca me deram uma resposta dizendo quando o problema será resolvido”, completa.
O que diz a prefeitura?

A prefeitura de Rio do Sul alega que o Executivo tem a intenção de pavimentar a rua e levar a infraestrutura necessária para que o morador receba o alvará de construção e que isso pode ocorrer em conjunto. Enquanto a Casan implantaria a água, a Celesc faria a instalação da energia elétrica, a prefeitura pavimentaria a rua, e a construção pode ser feita somente depois que essas etapas estiverem concluídas.
Apesar de existir essa intenção por parte da prefeitura, não há prazo para a realização do projeto.