Alto Vale
Foto: Divulgação

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

O turismo é um dos setores que tem mostrado crescimento, sobretudo durante a pandemia, já que as pessoas buscam destinos mais tranquilos. Pensando nisso, moradores de Chapadão do Lageado passaram a investir ainda mais na propriedade que é conhecida pela venda de produtos orgânicos para transformá-la em uma vinícola.

Os proprietários já produzem vinho há algum tempo. O plantio das uvas foi iniciado em 2013 e desde então as bebidas são produzidas e comercializadas na propriedade, que está passando por reformas desde o ano passado. A filha dos proprietários Edna Bilk comenta que a adega mantém vinhos guardados mesmo em fase de construção do revestimento interno e que em razão do crescimento do setor turístico no município e região, foi observada uma oportunidade de aumento na renda.

No momento, quem cuida do sítio Grah e Bilk é a família. São cinco pessoas que trabalham  para receber os visitantes que também são atraídos pelos produtos cultivados de forma orgânica. Guilhermino Bilk e Glória Grah Bilk resolveram investir um valor significativo para ter um bom resultado a longo prazo. “Estamos fazendo um alto investimento no Município, até então cotado em R$700 mil, o valor do imóvel pronto. Não só a parte da vinícola, mas também o engenho de melado e açúcar mascavo e estufa de secagem de erva mate”, explica.

A estrutura que está sendo construída terá capacidade para produção de 100 mil litros de vinho por safra. Segundo Edna, a intenção é incentivar outras famílias a plantarem uvas orgânicas, pois na propriedade não haverá fruta suficiente para suprir a capacidade de produção. “Vamos incentivar muitas pessoas a estarem plantando outra cultura, outra forma de renda, e além do mais certificando e cuidando das propriedades ou parte delas, para que não façam uso de agrotóxicos. Sabemos que abrindo a propriedade, contratando posteriormente mão de obra e controlando a qualidade, nós traremos inúmeros benefícios ao município”, ressalta Edna.

Produção de Vinho

Até o momento, o vinho tinto seco é o mais produzido. Feito com uvas bordô orgânicas passa por um processo de fabricação totalmente artesanal, desde a limpeza dos cachos, já que cada um é lavado manualmente, até a colheita da uva que é feita no dia apropriado, quando a fruta está doce, para que a bebida não tenha conservante ou estabilizante, somente a fermentação natural.

Planos para o futuro

Quando a estrutura estiver finalizada, a família disponibilizará também de hospedagem para turistas que quiserem vivenciar a rotina de sítio por mais tempo e trocar experiências.  “Vamos fazer parte da rota turística Caminhos do Campo, dos grupos turísticos, e além da Vinícola na propriedade poderemos trabalhar o segmento do Turismo Pedagógico, receber as crianças da escola de nosso Município e de outros locais para conhecerem os animais que temos aqui, as abelhas sem ferrão, a produção, horta, atafona, piladeira, etc, e toda a estrutura que está sendo feita com engenho de cana de açúcar, estufa de fazer erva mate, e a vinícola”.

Para ter um diferencial e relembrar práticas antigas do campo, o Guilhermino está reformando também a aranha para proporcionar passeios até pontos turísticos do município.

Segundo Edna, toda a reestruturação acontece de forma simples, mantendo o natural. Ela destaca que com a construção da vinícola e reforma de outras partes da propriedade será possível proporcionar mais conforto aos visitantes. “Ficará melhor para recepcionar e mostrar tudo o que a natureza nos oferece quando amada e cuidada. Ter qualidade de vida depende de tudo o que nos cerca. Queremos que as pessoas tenham sempre mais qualidade de vida, porque é isso que nos move”, afirma.

Ela ainda conta que atualmente são oferecidos passeios no sítio, mas de forma reduzida para evitar aglomerações e que os pacotes de visitação com almoço, produtos orgânicos, serão incluídos nos serviços oferecidos em breve através de aplicativo na internet também.