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Pelo segundo ano consecutivo, Rio do Sul teve sua taxa de mortalidade infantil para crianças de até um ano de idade abaixo de quatro pontos. Esta é uma marca importante, já que a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconizam índice menor de 12 casos para cada mil nascimentos.

Nunca na história de Rio do Sul a mortalidade infantil se manteve tão baixa por dois anos seguidos. Em 2020, três crianças vieram a óbito antes de completar um ano de idade entre os 881 nascimentos cujas famílias são domiciliadas em Rio do Sul, valor que representa índice de 3,4 pontos. No ano anterior, o índice foi de 3,37, também com três óbitos, mas para 889 nascimentos.

Avaliando a última década, a cidade teve 29,2% menos mortes do que o mesmo período anterior. De 2011 a 2020 foram 80 óbitos, menor do que os 113 entre 2001 e 2010. Os dados são da Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina.

Vários fatores podem contribuir com a continuidade dos índices baixos em Rio do Sul, como a oferta de exames e consultas dentro do considerado ideal no período de gestação, acompanhamento especializado e um trabalho articulado entre unidades básicas de saúde, Centro de Atendimento à Mulher (CAM) e o Hospital Regional Alto Vale para as situações de alto risco.

Além disso, melhores hábitos de saúde, educação, cuidado profissional e conscientização da família podem fazer toda a diferença para que a criança tenha uma condição de vida ainda melhor. No entender da diretora do CAM, enfermeira Caroline Soster Cândido, as políticas públicas de saúde também podem ser determinantes. Somente no ano passado, 500 gestantes tiveram acompanhamento no sistema público de saúde do município, e que o cumprimento dos exames que compõem o protocolo gestacional como ultrassons, são fundamentais para o acompanhamento da saúde e qualidade de vida da mãe e do bebê.

“Há toda uma rede de apoio que é fundamental. Após o parto, a mãe e o bebê também são acompanhados e com a oferta vacinal, seja no bairro onde a mãe reside, ou através do Centro de Atendimento à Criança, na Policlínica. E também temos constantemente os cursos de gestantes que, mesmo no ano de pandemia, pudemos realizar de forma on-line e com resultados importantes”, comenta.

A secretária de Saúde, Roberta Hochleitner, destaca que o trabalho é contínuo e envolve a organização da agenda de exames de pré-natal e também o esforço de centenas de profissionais como médicos, enfermeiros, técnicos e equipes das unidades de saúde. “Há anos estamos colocando como prioridade o atendimento de crianças. E isso se deve a capacidade e envolvimento dos profissionais de saúde pública, não só da secretaria de saúde municipal, mas de toda a cidade”.

 

Taxa de mortalidade infantil por ano em Rio do Sul

1994 – 11,39

1995 – 15,58

1996 – 12,3

1997 – 12,54

1998 – 6,93

1999 – 14,14

2000 – 11,9

2001 – 11

2002 – 19,9

2003 – 14,9

2004 – 15,6

2005 – 10,3

2006 – 15,9

2007 – 19,6

2008 – 10,4

2009 – 17,8

2010 – 2,7

2011 – 11,3

2012 – 14,6

2013 – 14,9

2014 – 5,8

2015 – 5,7

2016 – 10,19

2017 – 13,3

2018 – 6,8

2019 – 3,37

2020 – 3,4