Alto Vale, Médio Vale

De janeiro a dia 22 de maio desde ano, cinco pessoas morreram na BR-470 entre os trechos do Médio e Alto Vale atendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Rio do Sul. A força policial conta os acidentes que ocorreram entre o KM-100 ao 210 da rodovia, que está entre os municípios de Apiúna e Otacílio Costa.

Ainda fora das estatísticas, está um jovem de 17 anos que morreu na noite de quarta-feira (24) na BR-470. Adriano Elias da Silva sofreu uma parada respiratória após uma colisão frontal com um carro, no km 111, em Apiúna, no Médio Vale. Do outro lado, os ocupantes do Del Rey ficaram levemente feridos.

Com 17 anos, Silva ainda não poderia dirigir, e, como na maioria dos acidentes de trânsito, a imprudência é apontada como uma das causas do ocorrido. Mesmo assim, mortes como essa lembram a importância da duplicação da rodovia que cruza a região. Em 2016, o trecho contabilizou 639 acidentes na Br-470. As ocorrências deixaram 621 feridos e 31 mortos. Já neste ano, foram 261 acidente e 255 feridos.

A rodovia que começa em Navegantes e vai até o Rio Grande do Sul escoa as cargas da maior parte da produção do Oeste e do Alto Vale até o porto de Itajaí, capital e outras regiões do país. O Governo do Estado de Santa Catarina está duplicando os primeiros trechos da estrada – de Navegantes a Indaial, mas por lá a obra também caminha a passos lentos. Em uma nova frente pela duplicação, entidades do Vale do Itajaí estão se unindo. Além da questão da segurança, os empresários também visam a economia. O clamor popular é pela duplicação de toda a rodovia, mas o Governo alega não ter verba e não há, por ora, nenhum projeto nesse sentido. “As características geométricas de pavimento, de segurança, as formas de intercessão, de trevos. Tudo isso não é mais adequado às características que hoje a Br-470 precisa ter. Então a imprudência é um fator primordial, mas as condições e o projeto dessa rodovia já estão inadequados para a demanda que tem”, avaliou Cleber Stassaum, secretário executivo da Associação Empresarial de Rio do Sul. A Acirs é uma das 40 entidades do Vale do Itajaí engajadas no movimento pela duplicação da rodovia.

A inciativa é liderada pelo Sindilojas Blumenau com apoio de entidades da região. Agora, o movimento quer mobilizar a classe empresarial catarinense para ganhar peso na cobrança pela duplicação, com prioridade na obra já iniciada nos primeiros trechos. “É vergonhoso para uma rodovia tão relevante para a economia catarinense”, ressalta o coordenador do Comitê da Duplicação, o empresário Felix Theiss, de Blumenau.
Além do envolvimento das mais de 40 entidades do Vale na mobilização, o comitê pretende contar com o apoio também das sete federações catarinenses.

O presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt, ressalta que a duplicação da BR-470 é uma das obras de infraestrutura mais urgentes para o escoamento da produção catarinense. “A obra é urgente para a integração de toda a região do Vale do Itajaí. A atual situação de sobrecarga e de má condição da rodovia ocasiona atrasos nas entregas de mercadorias, sem contar os riscos a que está sujeita a população em estradas cujo tráfego está acima de sua capacidade”, afirma. Entre as próximas ações planejadas pelo Comitê estão encontros com a classe política catarinense.

Suellen Venturini