Alto Vale, polícia
Foto: Prefeitura de Agrolândia

Reportagem: Cláudia Pletsch/DAV

A Polícia Civil das comarcas de Trombudo Central e Agrolândia elucidaram uma falsa tentativa de feminicídio contra uma moradora do município de Agrolândia. Isso porque a mulher confessou ter ateado fogo em si mesma para fingir que o crime teria sido cometido pelo ex-companheiro. Agora ela deve responder por pelo menos três crimes.

De acordo com o delegado de polícia da comarca de Trombudo Central, Daniel Zucon, a autora teria procurado a delegacia em busca de uma medida protetiva contra o ex-companheiro, já que segundo ela, o homem teria a ameaçado de morte através de mensagens enviadas pelo whatsapp para alguns parentes. A medida protetiva foi aceita pelo Poder Judiciário e o ex-companheiro foi impedido de se aproximar.

Ainda de acordo com o delegado, no último mês a autora retornou à delegacia com diversos ferimentos e queimaduras de segundo grau, alegando que o homem teria a enforcado e tentado matá-la. “Na semana passada ela veio até a delegacia e nos relatou que o ex-companheiro tinha ido até a residência dela, descumprido as medidas e teria agredido ela e também ateado fogo. Ela relatou que conseguiu tirar as vestes e se salvar então compareceu na delegacia para denunciar. Ela denunciava também que o ex- companheiro enviava mensagens para ela e para parentes com ameaças”, explica.

Depois da denúncia o delegado relata que a mulher foi encaminhada para fazer exames de corpo de delito devido aos diversos ferimentos que apresentava pelo corpo. Logo após o registro do Boletim de Ocorrência a polícia das duas comarcas iniciaram um trabalho de investigação, e o delegado explica que só depois de uma visita na casa da autora que a farsa foi descoberta e ela confessou o crime. “Iniciamos uma investigação e conseguimos chegar em algumas informações que não fechavam com a história dela e então ela revelou que não tinha acontecido. Desde o início ela simulou as mensagens e até a própria tentativa de feminicídio”, conta.

O delegado ainda ressalta que os familiares não sabiam de toda a simulação e que agora a autora deve responder pelos crimes de denunciação caluniosa, falsa identidade e fraude processual. A motivação segundo o delegado não teria ficado clara, já que a mulher alega apenas ser por vingança.