Alto Vale
Foto: Divulgação

Cláudia Pletsch/DAV

Uma jovem de 24 anos foi mais uma vítima de feminicídio na região. Roberta Cristina Fischer da Silva era moradora de Pouso Redondo e foi morta com pelo menos seis golpes de faca pelo ex-companheiro na manhã do último domingo.

De acordo com informações do responsável pela Delegacia de Polícia de Pouso Redondo, Álvaro Rocha de Carvalho, por voltas das 7h50 o homem teria entrado na casa da vítima que estava com o namorado, e desferido golpes contra o mesmo, que acabou sofrendo lesões e conseguiu fugir para buscar ajuda. Nesse momento o acusado teria esfaqueado a mulher por diversas vezes e depois tentado suicídio.

O crime aconteceu em frente aos familiares de Roberta. De acordo com a Polícia Civil, a mãe, a irmã e os dois filhos do casal estavam no local no momento e presenciaram a morte. O autor do feminicídio é pai dos filhos da ex-companheira e a motivação teria sido por ele não aceitar o término do relacionamento.

Ainda de acordo com o responsável pela Delegacia de Polícia de Pouso Redondo, a mulher já tinha registrado Boletim de Ocorrência por ameaça contra o homem e possuía medida protetiva. “Pela medida protetiva ele não podia chegar mais do que 200 metros perto dela”, explica Álvaro Rocha de Carvalho.

O homem foi encaminhado em estado grave ao Hospital Regional de Rio do Sul. “Ele foi autuado em flagrante e depois que receber alta vai ser encaminhado ao presídio, vai responder por feminicídio e tentativa de homicídio contra o atual namorado da vítima que também está em estado grave”, explica.

Nas redes sociais o crime gerou revolta e muitas pessoas questionaram a eficácia da medida protetiva, que não salvou a vida da mulher.

A medida protetiva

As medidas protetivas podem ser o afastamento do agressor do lar ou local de convivência com a vítima, a fixação de limite mínimo de distância de que o agressor fica proibido de ultrapassar em relação à vítima e a suspensão da posse ou restrição do porte de armas, se for o caso. O agressor também pode ser proibido de entrar em contato com a vítima, seus familiares e testemunhas por qualquer meio ou, ainda, deverá obedecer à restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores, ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço militar.