Segurança
Casa já estava destruída pelo fogo quando os bombeiros chegaram(Foto: Corpo de Bombeiros)

Correção: Até as 20h de quarta-feira (24), informamos que a mulher havia sido presa suspeita de ter trancado a própria filha dentro de casa e atear fogo no imóvel. Segundo a Polícia Militar de Ilhota, ela foi autuada pelo crime de incêndio. No início da noite desta quarta-feira, a mulher passou por audiência de custódia e foi liberada pela Justiça. Ainda segundo a investigação, ela teria confessado ter ateado fogo na residência após uma briga com o marido, mas saiu da casa com a criança.

Uma mulher foi presa nesta quarta-feira (24) em Ilhota, no Vale do Itajaí, suspeita de atear fogo no imóvel em que vivia com o marido. O caso aconteceu por volta das 8h45min na região do Braço do Baú, quando os bombeiros foram acionados para conter as chamas na residência de madeira.

Segundo o chefe de socorro dos bombeiros, Andrey Egídio, o local era afastado da cidade e a equipe demorou para conseguir chegar na rua. No local os bombeiros encontraram a casa já destruída pelo fogo.

Vizinhos teriam relatado que a mulher havia trancado a filha de quatro anos na casa e fugido. A mulher teria negado a afirmação à Polícia Militar e dito que saiu da residência com a criança no colo assim que ateou fogo no imóvel.

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— Ela aproveita que ele (o marido) não estava em casa e colocou fogo nas roupas porque disse que queria ir embora. Depois fugiu com a criança. Os vizinhos seguraram as duas, pois ela estava muito alterada — afirmou o soldado Fábio Yaegashi, do 18º Batalhão de Polícia Militar.

Mãe e filha moravam no interior de Ilhota há 4 meses. As duas vieram de Minas Gerais, onde recebiam a visita do Conselho Tutelar e o acompanhamento continuou aqui no Vale do Itajaí. Não há registro de outro situação tão grave.

A mulher está gravida de três meses e no início da noite desta quarta-feira passou por uma audiência de custódia. Ela foi liberada pela Justiça e vai responder pelo crime de incêndio. A pena nesses casos pode variar até seis anos e reclusão, mais multa.

O Conselho Tutelar não encontrou os familiares das duas, por isso a criança foi para um abrigo.