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Foto: Rafael Beling/DAV - A ideia inicial consiste na retirada de árvores mortas e de grande porte em situação de risco

Será realizado na próxima terça-feira (26), no Parque Universitário Unidavi, em Rio do Sul, o 1º Encontro pelo Rio. O evento é promovido pela prefeitura, por meio da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e também pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), e tem como objetivo debater ideias para a recuperação da mata ciliar no perímetro urbano da cidade.

De acordo com o secretário do Seinfra, Fábio Alexandrini, a intenção do encontro é reunir todas as entidades do município que de alguma forma são envolvidas com a área ambiental para viabilizar um projeto de recuperação das margens dos rios Itajaí do Sul, Itajaí do Oeste e Itajaí-Açu. “Queremos trabalhar toda a área até a divisa com Agronômica, Aurora e também o trecho entre o Encontro dos Rios e a ponte da avenida Governador Ivo Silveira”, explica.

A ideia inicial consiste na retirada de árvores mortas e de grande porte em situação de risco e substitui-las por árvores nativas, de menor porte, e gramíneas, que poderão evitar a erosão do solo, e diminuir a quantidade de sedimentos que são levados para o rio em cada chuva ou aumento do nível do rio.

O convite também foi estendido a todos os presidentes de Associações de Moradores, para que eles participem das discussões e sejam sensíveis aos possíveis transtornos que poderão ser causados durante o trabalho. “Por vezes as equipes de trabalho terão que entrar em algum imóvel particular para fazer a retirada desse material. Por isso queremos sensibilizar esses representantes da comunidade sobre a importância desse trabalho”, explica o secretário.

Ainda não há uma previsão de quanto dinheiro será investido, o que dependerá da concepção do projeto de recuperação que será discutido entre as entidades.

A ideia tem o apoio do governo do Estado, por meio da Agência de Desenvolvimento Regional de Rio do Sul. “Queremos fazer a limpeza desses locais que sempre são bastante degradados pelas enchentes. Assim também poderemos conhecer melhor as áreas e prevenir desbarrancamentos futuros”, complementa o secretário.

Rafael Beling