Alto Vale
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 Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Nesta semana uma reunião foi realizada em Taió com a presença de Prefeitos e Secretários de Saúde da região do Alto Vale com o Hospital e Maternidade Tereza Ramos e Presidente da Liga Catarinense de Combate ao Câncer. A intenção era mostrar as necessidades dos municípios em relação ao local escolhido para as radioterapias, uma vez que seria menos cansativo para o paciente ser encaminhado para Lages e não Blumenau.

Atualmente, os pacientes oncológicos do Alto Vale são encaminhados para quimioterapia no Hospital Regional, em Rio do Sul e aqueles que precisam de radioterapia são automaticamente vinculados ao município de Blumenau. Mas, alguns municípios estão sentindo dificuldade em enviar as pessoas para a unidade, uma vez que a distância é maior e a BR-470 não estaria oferecendo condições adequadas àqueles que passam pelo procedimento. Após reclamações de quem usa o serviço, o município de Taió sediou uma reunião com alguns prefeitos do Alto Vale para debater necessidades e possibilidade de mobilização para direito de escolha em relação à unidade de tratamento.

A Secretária de Saúde de Taió, Rozi de Souza, abriu a reunião falando sobre as dificuldades enfrentadas pelas pessoas que dependem dos veículos da Saúde para se deslocarem até Blumenau para as radioterapias.

“O tratamento para nós é um grande avanço, em Rio do Sul, mas o que acontece é que o paciente que inicia o tratamento em Rio do Sul é vinculado à radioterapia para quem necessita, em Blumenau. A região teve como objetivo poder flexibilizar isso, poder ser atendido em Rio do Sul, mas poder escolher a radioterapia também em Lages porque o percurso seria mais facilitado, uma vez que a BR-470 não oferece conforto ao paciente que passou pelo procedimento. O paciente sai em carro coletivo 4h da manhã e chega em casa novamente 21h. Muito tempo na estrada para 20 minutos de procedimento. Em Lages, em 1h30 o paciente está lá, realiza o procedimento e volta. Em meio período do dia ele vai e volta. Isso visa o bem estar dos pacientes”, destaca.

Segundo secretária, esse tipo de encaminhamento não depende dos municípios e sim do Estado e uma série de processos burocráticos, mas chegou ao conhecimento da equipe de Taió que, no Oeste Catarinense os municípios possuem mais de uma referência e podem escolher para qual unidade encaminhar os pacientes e é esse objetivo da mobilização. “No Oeste é assim, os municípios tem mais de uma referência de radioterapia e o Município define o que ficaria melhor. A questão precisa ser discutida com o Governo, depende de PPI, não é uma decisão nossa apenas, mas daria para fazer essa flexibilização para os municípios. Foi elaborado um documento com assinatura de todos os presentes para pleitear isso junto ao Estado. Objetivo maior é facilitar a vida e tratamento do paciente no processo de recuperação contra o câncer”, revela.

“Essa necessidade não é apenas de Taió, é do Vale-Oeste, mas tivemos a participação de prefeitos de outras cidades como Presidente Getúlio, Rio do Sul, Aurora, Ituporanga, Imbuia. Outros municípios que passam pela mesma dificuldade”, acrescenta.

A secretária afirma ainda que o diretor de radiologia do Hospital e Maternidade Tereza Ramos, onde é realizado o procedimento, dr. Arno Lotar Cordova Junior, participou do encontro e falou sobre o serviço oferecido pela equipe de Lages, que estaria disponível para realizar os atendimentos de radioterapia através do Sistema Único de Saúde (SUS) caso a região tenha intenção de fazer o encaminhamento para a instituição.

O prefeito de Taió, Horst Alexandre Purnhagen, finalizou a reunião agradecendo aos prefeitos participantes, secretários de saúde e representantes, e informou que enviará aos municípios a proposta para ser analisada. Após essa fase, será enviado o texto assinado para o Governo do Estado, onde dependerá de análise de viabilidade, caso seja a vontade dos municípios da região.