Alto Vale
Foto: Divulgação

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

A campanha nacional de vacinação contra a poliomielite e sarampo estava prevista até esta sexta-feira (30) e foi prorrogada até o dia 13 de novembro em Santa Catarina, mas os índices parciais apresentados pela Gerência Regional de Saúde de Rio do Sul mostram que no Alto Vale a baixa cobertura preocupa. Apenas cinco municípios alcançaram a meta de imunizar pelo menos 90% do público alvo e muitos estão com um índice que serve de alerta.

A responsável pelo setor de imunização da Gered, Josiane Verdi Schaade, comenta que o Estado decidiu prorrogar a campanha justamente pela baixa cobertura vacinal. “No Alto Vale somente cinco municípios até o momento, que são José Boiteux, Dona Emma, Witmarsum, Mirim Doce e Santa Terezinha alcançaram a meta ideal”, revela.

No ranking da pior cobertura e situação mais preocupante estão Ituporanga com 69,66%, Agrolândia com 68,3%, Ibirama com 66,32%, Chapadão do Lageado com 65,52% e Rio do Sul com 60,02%, número que segundo ela devem servir de alerta já que doenças como poliomielite e sarampo não estão erradicadas em diversos países e o Brasil corre riscos de novos surtos. “É importante nesse momento relembrarmos aos pais que a paralisia infantil é uma doença que ainda existe e por isso há um risco sim desse vírus voltar ao Brasil e o objetivo da campanha nacional é que a gente consiga manter altas coberturas vacinais para evitar a doença que já deixou tantas pessoas com sequelas graves”.

A secretária de Saúde de Ibirama, Isabel Petersen, explica que o município atendeu durante três sábados nos postos e está orientando as famílias, mas mesmo assim, muitos pais não levam os filhos. “Fizemos o Dia D três semanas e agora fizemos um levantamento de quais são as famílias que não estão levando as crianças e caso não venham agora vamos denunciar ao Conselho Tutelar, porque foi feito todo um trabalho de divulgação, mas muitos não estão aderindo”, argumenta.

Já o secretário de Saúde de Chapadão do Lageado, João Lindolfo Cabral, acredita que os dados parciais não refletem a realidade. Segundo ele o município já teria chegado à meta de vacinação, mas o vacinador ainda não conseguiu atualizar o sistema. “Acredito que estejamos bem em relação à vacinação, só não conseguimos atualizar o sistema”, alega.

Já a Secretaria de Saúde de Rio do Sul informou que está fazendo contato com as unidades de ensino do município tanto da rede municipal como estaduais e particulares no sentido de ajudar na comunicação das famílias de crianças sobre a importância da vacinação. A adesão até o momento pode ser sentida principalmente pelo receio que muitos pais apresentam de irem até as unidades de saúde, já que tem medo de contaminação de coronavírus.

A Secretaria de Saúde reforçou que todas as unidades de Rio do Sul são seguras para a visita das pessoas e a imunização pode ser feita nos locais que contam com sala de vacina, nos bairros Barra do Trombudo, Barragem, Bela Aliança, Budag, Canta Galo, Santana, Santa Rita, além da Policlínica, no Centro.