Política
Foto: Helena Marquardt/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

O pré- candidato a prefeito de Rio do Sul pelo Podemos, Jaime Pasqualini, afirmou que acredita em sua capacidade e vontade para fazer uma política diferente em Rio do Sul e que segundo ele seria baseada no planejamento para garantir uma boa gestão para a capital do Alto Vale. Em entrevista ao DAV ele também falou sobre o número de pessoas que devem disputar o comando do Executivo e garantiu que não abre mão de concorrer ao cargo nessas eleições.

O advogado, que foi um dos fundadores da antiga Fedavi, e atualmente Centro Universitário para o Alto Vale do Itajaí (Unidavi) e quer fazer mais para melhorar a cidade. “Não preciso ser prefeito para pagar minhas contas. Eu quero ser prefeito para fazer o melhor pela cidade”, ressaltou.

Ele diz que o atual cenário, com pelo menos oito pré-candidatos a prefeito, é o resultado da má administração do governo atual. “A quantidade de opositores é um indicativo da tristeza que é a gestão atual. Quando o Milton foi prefeito à reeleição, apenas um se prontificou a disputar com ele porque ele fez uma ótima gestão. O que vemos agora é que a administração é pífia em todos os aspectos, não inovou em nada, não criou nada. Fazer pavimentação vem desde o tempo de Roma e em virtude da situação dessa gestão é que surgem as candidaturas, todo mundo acha que pode fazer melhor”, declarou.

O advogado garante que sua gestão seria baseada em projetos, todos com planejamento e que podem ser executados de fato. “Já fiz muito sem ser político, sem me eleger a nada criamos uma universidade”.

Ele diz que caso fosse eleito, faria sim pavimentações, mas de forma bem planejada, beneficiando toda a população e seguindo critérios para escolher os locais que receberiam asfalto primeiro. A ideia seria criar um fundo único de pavimentação onde verbas enviadas por deputados seriam distribuídas para todos igualmente em um fundo único de pavimentação. “Hoje um paga, outro não paga”, questiona.

Depois de ter passado por diversos partidos como o MDB e o PL, Pasqualini afirma que no Podemos encontrou o espaço que buscava em outras siglas que não lhe davam a oportunidade de ser candidato. “A justiça eleitoral do Brasil é uma das poucas no mundo que não aceita um candidato sem partido. Se eu pudesse eu iria sem partido como cada um tem os conchavos, uns mais escrupulosos uns menos escrupulosos e vou me afastando de todos eles porque não tenho compromisso com cargos, com politicagem, tenho compromisso de fazer por Rio do Sul. Me abriguei no Podemos que tem uma boa referência e não tem nenhum resquício de incredibilidade e de corrupção e fui muito bem recebido” , completou

Aliança entre partidos

Sobre a reunião entre diversos partidos para possivelmente compor uma chapa contra o atual prefeito de Rio do Sul, ele confirma que participou do encontro, mas que a hipótese de abrir mão de sua candidatura está descartada. “Desde o ano passado já tentavam formar o chamado “Frentão” e foram diversas reuniões, mas não se chegou a um entendimento. Agora o Jorge Goetten está tentando protagonizar um novo ‘Frentão’. Participei dessa reunião como todos participaram e ficou convencionado que uma pesquisa definiria o perfil do futuro candidato, mas na hora já abortei a nossa participação dizendo que faríamos a nossa pesquisa, que pode ser auditável, e é por ela que vamos seguir. Não sei se o atual prefeito será candidato, porque pode ser cassado antes disso, não sei dos demais, mas uma coisa é certa: eu serei candidato. Não farão comigo o que fizeram há quatro anos atrás”.