Alto Vale
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Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Em entrevista ao Jornal Diário do Alto Vale o prefeito de Ituporanga, Gervásio Maciel, voltou a criticar a atuação de entidades como a Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi) e a Federação Catarinense dos Municípios (Fecam) alegando que o valor pago pela prefeitura acaba não retornando em serviços e benefícios. Segundo ele, o tema será motivo de cobranças em reuniões nos próximos dias.

Ele ressaltou que atualmente a capital nacional da cebola paga a Fecam mensalmente R$ 1.700,00 e para a Amavi mais de R$ 20.000,000. “Entendo que elas têm que prestar mais serviços ao município. Temos muita demanda, mas nem sempre temos a contrapartida de acordo com o que se paga. Falam tanto em municipalismo, mas tem muita política”, disse.

O prefeito citou ainda que a lei orgânica do município é de 1996 e o regimento interno da Câmara de Vereadores é anterior a 2000 e as entidades não auxiliam na atualização. “Os municípios estão sem fazer essa atualização. Desde 1996 já foram 99 emendas a Constituição e será que nada disso influenciou nessas leis? Muitas vezes a legislação do município é contrária a Constituição e onde é que estão esses órgãos todos de assessoramento que seriam para isso?”

Em seu mandato como prefeito interino Maciel havia ameaçado inclusive deixar a Amavi alegando que a associação não prestava serviços condizentes com o valor pago pela prefeitura. Questionado se algo mudou desde então ele declarou que não percebeu nenhuma melhoria. “Para mim não mudou nada, continua tudo o mesmo. Eu estou pagando e usando poucos serviços da Amavi. Pago um dinheirão que dava para manter uma banca de engenheiros. Claro que tem alguns benefícios como o consórcio da Saúde, mas eu teria que pagar o custo, proporcional ao que eu utilizo, então acho que estamos sustentando a Amavi, mas sem esse retorno”.

O político afirma que a cobrança em relação à melhoria dos serviços oferecidos pelas entidades será feita nas próximas reuniões, da Fecam nesta quinta-feira (5) e da Amavi ainda sem data definida, mas foi enfático ao criticar o trabalho desenvolvido até o momento. “Não tem efetividade para ajudar os municípios”, finaliza.