Alto Vale

O funcionamento da Unidade de Oncologia (Uniacon) do Hospital Regional Alto Vale, em Rio do Sul vai completar três anos no próximo mês, mas no  Dia Mundial do Câncer, celebrado hoje,  a unidade lembrou que a implantação do setor  tem proporcionando atendimento mais humanitário aos pacientes de toda a região que até então precisavam se deslocar a Lages, Blumenau e Florianópolis. O hospital também falou sobre quais os desafios para os próximos meses.

A principal diferença, de acordo com o presidente da Fusavi (Fundação de Saúde do Alto Vale do Itajaí), Osmar Peters, é que agora as pessoas não precisam aguardar o dia inteiro para retornar às suas casas. Somente entre dezembro de 2019 ao mesmo período de 2020 foram realizados 6,8 mil procedimentos de quimioterapia.

A implantação da unidade era uma reivindicação antiga da população do Alto Vale do Itajaí, que foi concretizada, com a abertura em 2018. “Os pacientes precisavam sair de madrugada, enfrentando o perigo das rodovias com a 470 e 282, e não tinham horário certo para retornar, porque dependiam das pessoas que iam no mesmo veículo”. O presidente da Fusavi observou que agora quem necessita de quimioterapia tem horário marcado e pode voltar mais cedo. “O mesmo acontece com as consultas, que totalizaram 4.848 das quais 1.569 de Rio do Sul, mesmo durante a pandemia”.

O próximo desafio da Fusavi é a aquisição do aparelho de PET Scan, que permite identificar alterações metabólicas e funcionais em todo o organismo, além de anatômicas, facilitando o estudo de lesões causadas por tumores. Peters observou que o espaço já está disponível desde a construção da unidade de oncologia. “Estamos mobilizando o governador Carlos Moisés, os deputados estaduais e federais, assim como os senadores”. “Sem um aporte financeiro é impossível a aquisição porque o custo gira em torno de R$ 18 milhões”, complementou o presidente.