Alto Vale
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Reportagem: Cláudia Pletsch/DAV

Após quase sete meses em meio a pandemia provocada pelo coronvírus o país vive momentos de tensão economica trazidos pelo aumento do desemprego, redução de salários e ainda o aumento nos preços dos alimentos. Para dar conta de tantas mudanças em um ano repleto de novidades muitos brasileiros tiveram que se reinventar para buscar uma fonte de renda, e outros acabaram se encontrando profissionalmente. É o caso da Nayara Fronza, uma moradora de Rio do Sul que fez de um hobby a sua fonte de renda mensal.
Nayara trabalha com colares em resina, e o que chama a atenção nas peças é a beleza e delicadeza. Os colares são produzidos através de um demorado processo artesanal mas o resultado final acaba encantando a todos os clientes. A Rio-sulense conta que conheceu a técnica através da internet e acabou se interessando. Inicialmente ela fazia os colares apenas para si mesma, mas quando passou a divulgar o trabalho começaram a surgir os primeiros clientes e hoje ela já produz sozinha cerca de 20 peças por mês. “Eu sempre gostei de artesanato desde criança já pintei quadros e telas, já fiz bastante filtro dos sonhos e sempre gostei de estar em contato com a natureza, é sempre muito bom. Eu sempre guardei objetos, folhas e flores com a ideia de ter a natureza comigo, e há cerca de um ano e meio atrás eu conheci o mundo da resina e mandei uma peça para uma pessoa fazer lá no Rio Grande do Norte, aí eu fiquei encantada e comecei a estudar sobre isso, no início eu nem pensava muito em fonte de renda pois eu gostava muito de fazer a peça mesmo”, conta.
O processo para fazer as peças é um pouco demorado e envolve a escolha das flores ou folhas que ficam de duas a quatro semanas passando por uma desidratação. Após desidratadas e misturadas com o endurecedor é necessário esperar de 24 até 48 horas para o desmolde, depois dessa etapa a peça precisa ser lixada, e são cerca de sete lixas que passam pela resina para que ela fique livre de imperfeições. Depois da lixa a peça ainda passa por um processo de polimento que vai deixar o colar impecável. Desde o momento de mistura da planta na resina até o resultado final leva cerca de cinco dias.
A moradora que antes trabalhava no comércio conta que já tem novos planos relacionados ao artesanato para o futuro e pretende começar a produção de outras peças como pulseiras e brincos. “A intenção inicial era fazer para mim mesma e acabou se tornando minha fonte de renda. Eu estava procurando emprego pois saí do meu trabalho em janeiro e acabou que comecei a fazer os colares para as pessoas, nunca imaginei que iam gostar tanto, e eu até estava trabalhando nisso e procurando outro emprego mas agora eu trabalho só com os colares, e veio a calhar bem durante a pandemia inclusive. Agora mais para frente eu pretendo começar a fazer outras peças, como pulseiras e brincos, tem também pessoas que me trazem dentinhos para colocar na resina, pode ser dentinhos das crianças ou de um animal de estimação, as pessoas gostaram bastante disso”, finaliza.