Cidade

Reportagem: Gabriela Szenczuk/DAV

Desde que o coronavírus tomou conta do mundo, já há estudos que comprovam a maior procura por apoio psicológico e na capital do Alto Vale do Itajaí não é diferente. No Centro de Atenção Psicossocial (Caps), a demanda nos atendimentos aumentou em 30% desde março, no início da pandemia do coronavírus, quando ao invés de prestarem 350 atendimentos, passaram a atender cerca de 500 pessoas por mês. O local presta serviços das 7h às 17h de segunda a sexta-feira.

Segundo a diretora de atenção psicossocial, Sueli de Oliveira, o aumento pela procura de atendimentos psicológicos cresceu em todas as faixas etárias – desde as pessoas mais jovens até os mais velhos. Ela conta ainda que, inclusive, pacientes que já haviam apresentado quadros de melhora, retornaram ao Centro durante este período.

Ressaltando que o Caps tem papel fundamental em Rio do Sul, ela reforça que conta com uma equipe multidisciplinar de psicólogos, terapeutas e farmacêuticos para atender e acolher os pacientes que, nas sessões de terapia fazem desabafos que resultam em diagnósticos de depressão, ansiedade e até registros de mutilação. “As pessoas antes vinham aqui e se divertiam, se distraiam com atividades, com contato social. E agora, em casa, elas não têm mais isso. Acabam sentindo falta e se sentindo isolados”, complementa. Sueli diz ainda, que, quando os pacientes chegam com os relatos, cada caso é encaminhado ao profissional mais indicado – psiquiatra ou psicólogo – sempre dependendo da queixa e do perfil de cada um.

Além disso, a diretora conta que pessoas que nunca tinham procurado os serviços do Caps agora estão em busca de ajuda psicológica. “São pessoas que antes faziam atividades físicas, viagens e programações que hoje não estão fazendo por conta do Covid-19 e isso afeta diretamente no psicológico.”
Sueli reforça, ainda, a importância do trabalho que o Caps realiza. “É muito importante que tenhamos um Caps em todos os municípios de nossa região. Hoje em dia temos pouquíssimos e, na verdade, para a maioria das pessoas é importante um tratamento da saúde mental. Imagina então para as pessoas com maior vulnerabilidade emocional”, conclui.