Política
Foto: Rafael Beling/DAV - Jorginho Mello falou das ações de fortalecimento do partido e das articulações para as eleições do ano que vem

“Hoje todos os partidos estão com dificuldade, partido nenhum pode se exibir. Todos os partidos estão na vala comum, envolvidos em corrupção e mal feitos, então eu não tenho preferência por ninguém”. Essa é a opinião do deputado federal Jorginho Mello (PR), em entrevista concedida ao jornal Diário do Alto Vale na noite de segunda-feira (27), em Rio do Sul, um dia antes do presidente nacional da sigla, Antônio Carlos Rodrigues, se entregar à Polícia Federal.

Rodrigues estava foragido desde o último dia 24 de novembro, quando teve a prisão decretada pela Justiça de Campos dos Goytacases (RJ), após se tornar suspeito de cometer crimes de corrupção, extorsão, participação em organização criminosa e falsidade ideológica, na mesma investigação que levou à prisão os ex-governadores do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, ambos do PR.

Recentemente o PR catarinense lançou o nome de Jorginho Mello como pré-candidato ao governo de Santa Catarina. Porém, ele reconhece que nenhum partido vence eleição sozinho e que está aberto a conversas com qualquer sigla. “Estamos visitando as regiões de Santa Catarina, filiando novas lideranças e fortalecendo o partido para as eleições do ano que vem. Quero deixar claro que não temos restrição a nenhum partido, desde que possamos construir um bom projeto para Santa Catarina”, revela.

Ataque velado a Merísio

Jorginho Mello não poupou ataques à manutenção das Agências de Desenvolvimento Regional (ADR) e afirmou que são cabides de emprego para alocar políticos derrotados em eleições. Além disso, criticou o governo Raimundo Colombo em áreas importantes como saúde e educação. “O governo deve mais de R$ 700 milhões aos hospitais e cerca de R$ 10 milhões ao Cepon. Além disso, é preciso investir em educação e valorizar os professores”, disparou.

Mesmo com as críticas às ADRs, que são oriundas das Secretarias de Desenvolvimento Regional implantadas pelo governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), não descarta a aproximação com os peemedebistas e nem com a sigla de Raimundo Colombo. “Eu não coloco defeito em ninguém. Quem coloca defeito em outros partidos pode morder a língua lá na frente. Tem pré-candidato do próprio PSD que diz que não apoia o PMDB de jeito nenhum, mas não sei se vai conseguir ser candidato quem está falando isso”, dispara veladamente contra o pré-candidato pessedista, Gelson Merisio.

Também lembrou a posição contrária de Raimundo Colombo antes de sua primeira eleição a governador às Secretarias de Desenvolvimento Regional. “Antes Colombo dizia que era cabide de emprego, para ser candidato a governador mudou de conversa e passou a dizer que as secretarias eram importantes. Elas já tiveram um papel relevante, hoje não se justifica a existência dessas estruturas”, conta.

O extremismo na presidência da República

O deputado federal foi questionado sobre a tendência do PR na eleição para presidente da República. “Vai sair um candidato de centro que vencerá as eleições. Povo brasileiro não gosta de nenhum tipo de radicalismo. Não é o momento de um extremista de direita ou de esquerda no governo”, comentou.

Além disso, Mello afirmou que as críticas não eram direcionadas contra Lula e nem contra Bolsonaro. “Primeiro turno será um festival de candidaturas, no segundo turno o rio volta para o leito, então saberemos o que fazer. O povo brasileiro é sábio e saberá votar com muita responsabilidade”, finalizou.

Rafael Beling