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Foto: Mario Daud - Os cursos profissionalizantes facilitam o acesso ao mercado de trabalho

“Poder ter uma renda financeira foi a melhor coisa que me aconteceu”. Essa frase ilustra a felicidade de Marilucia de Sousa, uma mãe de quatro filhos que há poucos meses passava dificuldades financeiras por não ter um emprego e uma capacitação profissional.

Ela conta que um dia foi até a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) em busca de ajuda e no local foi oferecido um curso profissionalizante de panificação. “Como eu me identificava com a área decidi encarar e hoje eu tenho uma profissão, tenho meus clientes e tenho meu trabalho”, conta.

Durante três meses ela participou dos cursos de panificação, confeitaria e salgadeira, o que permitiu que ela se profissionalizasse e iniciasse um pequeno negócio em casa, vendendo pães, bolos, doces e salgados. “Minha clientela ainda é pequena, mas tenho um sonho de no futuro abrir meu próprio negócio”, comemora.

A história é semelhante a de Silvio Bezerra da Silva, casado e pai de coração de dois enteados. Ele conta que antes de participar do curso enfrentava dificuldades financeiras por não ter uma renda fixa.

Silva também participou do curso de panificação, trabalha na Padaria Nova Aliança e é um dos responsáveis pelas delícias comercializadas no local. “Eu estava desempregado, passando dificuldades. Após o curso me profissionalizei e logo encontrei trabalho”, conta.

Marilucia também agradeceu o carinho e a receptividade dos professores Valdenir e Salete. “São pessoas incríveis e que trabalham com muito carinho, e com certeza é uma excelente formação profissional”, conta. Mesmo assim, ela afirma que é necessário ter força de vontade e ir em busca dos objetivos.

Novos cursos para 2018

Quem quiser seguir os caminhos de Silvio e Marilucia pode procurar a Seades, ou entrar em contato pelo telefone (47) 3525-4084. De acordo com o gestor de programas sociais, Ricardo Pinheiro, alguns cursos já estão confirmados para o próximo ano.

Na área alimentícia serão ofertados cursos de salgados, confeiteiro, panificação e uma nova modalidade, produção de pães sem glúten e sem lactose. Outra modalidade é o curso de açougueiro. Além disso, será viabilizado por meio de uma parceria com a Vigilância Sanitária de Rio do Sul o curso de manipulação de alimentos. “Na última aula oferecemos um curso básico de empreendedorismo, como também, de Microempresa Individual, para que os alunos tenham noções básicas de como abrir um negócio”, explica.

Também serão ofertados cursos de alfabetização, inclusão digital, informática intermediária, costura e torneiro mecânico.

Pinheiro conta que está sendo viabilizada uma parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), com o objetivo de identificar deficiências no mercado de trabalho rio-sulense. “Faremos reuniões com empresários e representantes de entidades para procurar identificar as maiores deficiências de mão de obra e viabilizar cursos profissionalizantes para que essas vagas sejam preenchidas”, explica.

Para participar dos cursos o candidato deve ser morador de Rio do Sul e as vagas são prioritariamente para desempregados. “Mesmo assim, quem tiver interesse, a gente tem uma lista de espera. São chamadas as pessoas conforme as desistências que ocorrem”, conta o gestor. As novas turmas devem ser iniciadas em fevereiro de 2018.

O Centro de Qualificação Profissional (CQP) é fruto de parceria entre a Prefeitura Municipal e a Obra Kolping, no bairro Canta Galo. O balanço de 2017 soma cerca de 10 cursos em que participaram 240 alunos. “Nesses 240 estão incluídos os servidores do PEAD, que por lei precisam participar de capacitação, além das pessoas que infelizmente desistiram no meio do caminho devido à situações diversas”, finaliza.

A duração dos cursos é relativa. A média de carga horária varia entre 40h a 80h/aula.

Rafael Beling