Saúde
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Quando o assunto é obesidade infantil, não tem vacina, remédio ou fórmula mágica que resolva. Ela é apontada como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a projeção é que em 2025 cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões, obesos. O número de crianças com sobrepeso e obesidade no mundo pode chegar a 75 milhões, caso nada seja feito.

 

No Brasil, 13% dos meninos e 10% das meninas entre 5 e 19 anos sofrem com obesidade ou sobrepeso. Os dados do Ministério da Saúde se juntam a informações de todos os lugares do mundo, onde a obesidade já é tratada como epidemia e, para combatê-la, a palavra de ordem é disciplina.

 

De acordo com a pediatra e endocrinologista infantil, Dra. Michele Gatti C. Vieira, esse é um problema que deve ser prevenido desde os primeiros meses de gestação. “Tudo o que a mãe ingere acaba passando para o feto. Quando a criança nasce acontece a mesma coisa através da amamentação. Então, os cuidados com a alimentação adequada começa por aí”

 

Cuidados começam na infância

 

É nos primeiros anos de vida que segundo ela, os cuidados devem ser tomados. Obesidade na infância é sinônimo de problemas na vida adulta. “A obesidade infantil, quando não controlada, tende a acompanhar a criança pela vida adulta. Entre muitos outros problemas, o sobrepeso na infância acarreta diabetes, hipertensão, asma, gordura no fígado, colesterol, triglicerídeos. Sem falar na baixa autoestima e nos problemas com o bullying especialmente na fase escolar”, esclarece a profissional.

 

O dia 11 de outubro é lembrado como o Dia Mundial de Combate da Obesidade, uma data para conscientizar e lembrar que a obesidade pode ser combatida com ações simples como: alimentação de qualidade, exercícios físicos regulares e conhecimento.