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Foto: Arquivo/DAV - A rede será interligada com a ETE que está sendo construída no bairro Bela Aliança

A maior obra da história de Rio do Sul, que era para ter sido retomada em outubro, deverá ficar para a segunda quinzena de janeiro de 2018. A informação foi repassada pelo Gerente de Construções da Casan em Florianópolis, Fábio Krieger. O projeto original sofreu alterações e a concessionária teve que solicitar ao órgão financiador, a Caixa Econômica Federal, um aditivo financeiro da ordem de R$ 11 milhões. “Solicitamos um aditivo contratual financeiro de 19%. Só não reiniciamos a obra ainda porque nossa proposta foi aprovada há poucos dias na Caixa, explica.

Entre os principais problemas encontrados na execução da obra, um se refere à estrutura da fundação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), que será construída no bairro Bela Aliança. “Verificamos muita instabilidade no terreno onde será construída a estação. O projeto de fundação precisou ser reforçado, o que acabou influenciando a planilha de valores inicial”, explica.

Outra alteração de projeto é relativa à duplicidade de redes de coleta e tratamento de esgoto, o que foi ocasionado pela pavimentação asfáltica de ruas, que durante a concepção do projeto não eram pavimentadas. “No projeto inicial a rede seria instalada no meio da rua, porém, com a pavimentação, tivemos que transferi-la para sob os passeios, o que acabou gerando dualidade de rede em algumas ruas importantes da cidade”, explica Krieger.

Krieger explica que o local de reinício da obra será definido após uma reunião com a Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Rio do Sul. O prazo para conclusão da obra é de um ano e meio. “Poderemos ter até 10 frentes de trabalho atuantes para que consigamos cumprir o cronograma”, comenta.

Andamento da obra

Dos 142 quilômetros de rede previstos no projeto inicial, 55 quilômetros já foram executados. A Casan ainda tem um prazo de 24 meses para conclusão da obra, a partir da sua data de reinício.

O investimento inicial foi de R$ 63.692.366,25, provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2), do Governo Federal, com contrapartida da Casan. Após concluída, a obra deverá beneficiar diretamente 36 mil pessoas. Os bairros atendidos, selecionados de acordo com a densidade demográfica, foram: Centro; Eugênio Schneider; Boa Vista; Santana; Jardim América; Laranjeiras; Canoas; Pamplona; Progresso; Canta Galo e Fundo Canoas.

O projeto contempla ainda 14 unidades de estações elevatórias de esgoto e mais de 11,5 mil ligações domiciliares. A ETE, que terá capacidade de tratar 135 litros de esgoto por segundo, posteriormente terá o efluente lançado no rio Itajaí-Açu, sem contaminação. A empresa responsável pela execução da obra continua sendo a Itajui – Engenharia de Obras, que será supervisionada pela Engevix Engenharia.

Rafael Beling