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Jorge Matias

As obras para a revitalização da Estrada Blumenau iniciaram no dia 21 de novembro com o objetivo de melhorar o trânsito de veículos e pedestres nessa região da cidade. No entanto, para alguns moradores da Rua das Orquídeas, no bairro Taboão, elas são motivo de insegurança. Eles afirmam que depois do início dos trabalhos, paredes e o piso das residências, que ficaram a poucos metros da escavação, apresentaram rachaduras e agora precisam conviver com o medo 24 horas por dia.

 

A vendedora, Maria Solange da Rosa, que tem 31 anos e três filhos pequenos, afirma que não foi avisada sobre o início das obras e o que mais preocupa são os tremores que podem ser sentidos dentro da casa devido ao trabalho das máquinas que estão quebrando as pedras. “Os lustres chegam a balançar com os tremores e as crianças ficam assustadas”, declara.
De acordo com Maria um fiscal da Defesa Civil chegou a visitar a casa e sugeriu que ela fizesse algumas fotos e encaminhasse um processo judicial para ganhar indenização. “A questão do barulho não é o maior problema, o que nos preocupa são as rachaduras nas janelas da cozinha e no piso da sala”, completa.

 

Outra situação que preocupa a família é com relação as chuvas que são frequentes nessa época do ano. Ela afirma temer que deslizamentos possam acontecer no local. “A estrutura da casa foi construída em cima de um rocha, mas como a construtora está mexendo aqui no local, a gente não sabe como isso vai ficar”, comenta.

 

Questionada sobre o caso, a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Rio do Sul comunicou que tem conhecimento da situação e encaminhou o engenheiro responsável ao local. Segundo o setor, a orientação é de que a moradora acione a Defesa Civil para identificar as rachaduras e formular um laudo atestando os motivos que originaram o problema. A partir do do documento da Defesa Civil a empreiteira pode ser acionada para fazer os reparos na casa.

 

No entanto a moradora reafirmou que os problemas iniciaram depois do início das obras na Estrada Blumenau. “Nossa casa nunca apresentou problemas na estrutura. Estamos preocupados com a situação e queremos resolver isso antes que aconteça uma tragédia”, concluiu.

 

A reportagem do DAV não conseguiu contato com a empresa responsável pela obra.