Cidade
Foto: Divulgação

Cláudia Pletsch/DAV

Há cerca de quatro anos, quem trafega pela Rua Ruy Barbosa em Rio do Sul aguarda pela construção do muro de contenção que promete mais segurança no trecho onde aconteceu um deslizamento de terra em 2016. Em fevereiro desse ano as obras foram reiniciadas, mas já estão paralisadas há pelo menos 20 dias por problemas de documentação.

O muro deve ter em torno de 70 metros de comprimento e 10 metros de altura e está sendo construído com pedras. Sua fundação é próxima ao rio Itajaí do Sul. A arrumação de pedras terá em torno de 20 metros de largura no topo, possibilitando a adaptação de recuo na pista para os veículos que trafegam no sentido do bairro Sumaré em direção a área central de Rio do Sul.

De acordo com o secretário de Infraestrutura, Daniel Pasa, a paralisação das obras se deu por conta de problemas na documentação para liberação das pedras junto a Usina Hidrelétrica Salto Pilão. “No decorrer da execução do muro tivemos problemas com a documentação na liberação das pedras junto à Usina do Salto Pilão, agora a gente está colocando em dia a documentação e o licenciamento ambiental da parte de remoção das pedras de lá para podermos dar continuidade na construção do muro”, comenta.

Daniel explica que até agora foi feita a limpeza da margem do rio, escavação e remoção de solo mole que foi já preenchido com pedras. Ele diz que pretende reiniciar as obras em até 15 dias.

Questionado sobre o custo da construção, o secretário diz que o orçamento é estimado em R$ 100 mil e que o valor serve para pagar as duas empresas contratadas para fazerem o transporte das pedras da usina até a Rua Ruy Barbosa. As pedras são doadas pela usina e a obra em si, será executada por trabalhadores da Secretaria de Obras. “Na realidade a empresa terceirizada está fazendo o transporte das pedras, a obra em si estamos realizando com pessoal próprio, são duas empresas que buscam as pedras para nós, uma que pega com a escavadeira e outra que faz o transporte na caçamba, pois na prefeitura a gente não tem a caçamba para puxar e por isso foi contratado”, finaliza.