Alto Vale
Rio do Campo foi a cidade que teve maior queda no número de habitantes - Foto: Arquivo/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Dos 28 municípios do Alto Vale, oito registraram queda populacional no último ano. Os dados de 2021 foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e comparados com 2020 pela reportagem do Jornal Diário do Alto Vale. A maior diminuição foi registrada em Rio do Campo onde o número de habitantes passou de 5.902 para 5.864, ou seja, menos 38 pessoas.

Para o vice-prefeito de Rio do Campo, Acácio César Mees, comenta que muitas pessoas deixaram a cidade em busca de oportunidade profissional em municípios vizinhos. “Percebemos que isso se agravou com a pandemia, muitos foram procurar emprego fora, mas a prefeitura tem incentivado a instalação de novas empresas no município e hoje até falta mão de obra”, disse.

Ele comentou ainda que de modo geral são os jovens que acabam deixando a cidade. “Muitos iam embora para morar fora e estudar, mas hoje disponibilizamos transporte para que ele estude e permaneça na cidade”, completou.

As outras cidades que registraram queda foram Vitor Meireles que passou de 4.943 para 4.907 habitantes (-36), Petrolândia de 5.905 para 5.873 (-32), Mirim Doce de 2.283 para 2.257 (-26), Atalanta de 3.195 para 3.179 (-16), Santa Terezinha de 8.773 para 8.760 (-13) Vidal Ramos de 6.329 para 6.321 (-8) e Presidente Nereu de 2.283 para 2.279 (-4).

A estimativas divulgadas pelo IBGE também revelaram um crescimento populacional tímido mesmo nas maiores cidades. Rio do Sul lidera em número de habitantes e passou de 72.006 para 72.931, ou seja um aumento de apenas 925 pessoas. Em segundo está Ituporanga que passou de 25.355 para 25.619, mais 264 moradores. Em terceiro aparece Pouso Redondo que passou de 17.712 para 17.975, ou seja, mais 253 habitantes.

Estimativas são parâmetro utilizado pelo TCU

As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos.

As populações dos municípios foram estimadas por procedimento matemático e são o resultado da distribuição das populações dos estados, projetadas por métodos demográficos, entre seus diversos municípios. O método baseia-se na projeção da população estadual e na tendência de crescimento dos municípios, delineada pelas populações municipais captadas nos dois últimos Censos Demográficos (2000 e 2010) e ajustadas. As estimativas municipais também incorporam alterações de limites territoriais municipais ocorridas após 2010.

Mortes na pandemia não entraram na estimativa

Os efeitos da pandemia da Covid-19 no efetivo populacional não foram incorporados nesta projeção, devido à ausência de novos dados de migração, além da necessidade de consolidação dos dados de mortalidade e fecundidade, fundamentais para se compreender a dinâmica demográfica como um todo. O Censo Demográfico 2022 trará não somente uma atualização dos contingentes populacionais, como também subsidiará as futuras projeções populacionais, fundamentais para compreender as implicações da pandemia sobre a população em curto, médio e longo prazo.