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Reportagem: Gabriela Szenczuk/DAV

O governador do estado de Santa Catarina, Carlos Moisés, após uma reunião com prefeitos e empresários catarinenses, anunciou algumas mudanças em relação às decisões de combate ao coronavírus, como medidas de restrição e retorno de algumas atividades. A partir da próxima segunda-feira, 1º de junho, será utilizada uma ferramenta de gestão de dados, que permitirá a cada município analisar a flexibilização da quarentena com o retorno de atividades como o transporte público, as aulas e os eventos. “A partir de segunda-feira, com essa ferramenta epidemiológica, cada região do estado poderá ter uma gestão inclusive dissociada com o todo estadual, ou seja, não é mais um decreto dizendo que está proibido o transporte coletivo, por exemplo. Cada região poderá avaliar e dizer se naquela situação, com os números de casos e de óbitos, é seguro voltar com as atividades que ainda estão suspensas”, disse.

Embora ainda sem a oficialização do decreto do governo do estado, o prefeito da capital do Alto Vale, José Thomé, diz que já trabalha com um plano de retomada gradativo, seletivo, responsável e seguro das atividades que ele considera essenciais para toda a população. Entretanto, deixa claro que, assim que a medida for oficializada, o foco da administração municipal será o retorno de todos estes setores, mas com restrições e maior cuidado do que o habitual. “Já entrei em contato com os responsáveis pelo transporte público da cidade e o reitor da nossa universidade para que as ações já possam ser planejadas. Caso o governador edite esse novo decreto, nós vamos precisar de alguns dias para adequar as novas estruturas. É um processo, mas estaremos trabalhando para que tudo aconteça o mais rápido possível”, comenta.
Ainda segundo ele, os eventos devem seguir por pelo menos, mais trinta dias suspensos, uma vez que não se encaixam no nicho de atividade essencial e evitando aglomerações, evita-se o contágio da doença.

A empresa de transporte público de Rio do Sul deve seguir as regras do governo do estado e, consequentemente, do município, e retomar as atividades o quanto antes, assim que o decreto for oficializado. Segundo Vinicius Ramos Rizzi, gerente da Taioense, a empresa havia suspendido todos os contratos dos funcionários desde 19 de março. “Esperamos que tudo volte a partir de segunda-feira e caso o governador publique o decreto, trabalharemos com redução de horários com a disponibilidade dos ônibus apenas em horário de pico, com capacidade de passageiros reduzida, e estaremos também disponibilizando álcool em gel e a entrada no veículo será permitida apenas com uso de máscara”, completa. Além disso, segundo o prefeito da cidade, medidas como desinfecção do automóvel, janelas abertas e limitação máxima de 50% do limite de passageiros serão fiscalizadas.

Na tarde de quinta-feira (28) a Prefeitura fez uma reunião com a Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi) e, segundo o responsável pelo Departamento de Comunicação, Renato Laurentino, há intenção de retorno principalmente por conta das aulas práticas e estágios, por exemplo. Foi entregue ao prefeito, inclusive, um plano de retomada de estudos. Ele ainda explica que, com as aulas presenciais suspensas, o fator social também é atingido. “O Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ), por exemplo, atende uma parcela da população carente com ações de medicamentos e alimentos. Além disso, estudantes de medicina ou enfermagem prestam atendimentos nas unidades básicas de saúde da cidade, e alunos de psicologia também prestam atendimentos psicológicos para a população mais necessitada. Ações como estas estão paradas em razão da pandemia e da suspensão das aulas presenciais”, conclui.
Em relação às escolas e creches, o prefeito de Rio do Sul comentou sobre a possibilidade de avaliação das famílias de cada aluno, verificando quais podem permanecer em casa, e quais têm que ocupar o espaço na sala de aula, que também poderá ser reduzido em 50%.